Câmeras térmicas monitoram a temperatura de pacientes que chegam ao hospital

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Tecnologia aumenta a segurança e identifica, antes mesmo de qualquer contato humano, casos suspeitos do novo coronavírus

Uma tecnologia capaz de identificar pacientes com temperatura aumentada, uma vez que a febre é um dos sintomas mais prevalentes da Covid-19, na entrada do hospital e sem qualquer interação humana. Era esse o desafio proposto pela Eretz.bio, incubadora de startups da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, para duas de suas startups: a Hoobox e a Radsquare

A primeira, que desenvolveu uma tecnologia de reconhecimento facial de alta precisão para monitorar pessoas e seus comportamentos, e a segunda, especializada em soluções de automação para o diagnóstico clínico e radiológico. Foi desta união que nasceu a solução Fevver

Por meio de reconhecimento facial, imagens termográficas (de temperatura) e inteligência artificial, a solução, que funciona como uma “câmera térmica”, é capaz de identificar pessoas com a temperatura elevada antes mesmo dela ter contato com outros pacientes e/ou colaboradores. Garantindo assim que pacientes com e sem os sintomas do novo coronavírus recebam direcionamento e atendimento exclusivos.

Diferenciais 

A solução pode parecer semelhante ao que já é adotado, por exemplo, em aeroportos. Uma comparação descartada por Claudio Pinheiro, fundador da Hoobox. “Câmeras térmicas fazem o mapeamento do calor no ambiente e de pessoas tambem. Porém, a forma como a Fevver calcula o calor na pessoa é mais precisa, baseada no screening super precisa da face. É um dos nosso diferenciais.”

Além disso, o equipamento não precisa de alguém operando/manuseando – o que reforça a segurança ao não expor colaboradores/funcionários e os pacientes. Ao identificar alguém com a temperatura elevada, a Fevver emite um alerta (pode ser para recepção, por exemplo).  Assim, a pessoa identificada pode ser direcionada para o fluxo exclusivo de atendimento desenhado pelo Einstein para casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus. 

A Fevver já está em operação em todas as entradas de pacientes da unidade Morumbi do Einstein. Em breve outras unidades receberão a tecnologia, que além dos serviços hospitalares também pode ser aplicada em outros ambientes com alta circulação de pessoas, como indústrias e serviços essenciais. 


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