COVID-19: tudo sobre o novo coronavírus. Exames, sintomas, tratamentos, transmissão etc.

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O Ministério da Saúde confirmou, no dia 26 de fevereiro de 2020, o 1º caso de COVID-19, a infecção viral pelo novo coronavírus, no Brasil. O primeiro teste realizado em 24 de fevereiro no Hospital Israelita Albert Einstein deu positivo. O hospital, então, enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, o Instituto Adolfo Lutz, para contraprova. Confira o FAQ que preparamos sobre a doença baseada nas informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e do nosso infectologista, dr. Fernando Gatti de Menezes.

O Hospital Israelita Albert Einstein reforça que os padrões de conduta em todas as situações têm como foco preservar a segurança de todos os pacientes da instituição e manter a excelência nos atendimentos de qualquer natureza. Caso tenha dúvida sobre seu estado de saúde em relação ao novo coronavírus (COVID-19), pode acessar aqui a autoavaliação digital e saber mais sobre como proceder em cada situação.

Em 17 de janeiro de 2021 a vacinação teve início em São Paulo com a CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Saiba mais sobre as vacinas e o processo de vacinação abaixo:

Temas

Por Dr. Fernando Gatti de Menezes, coordenador médico do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein / CRM SP 101 692

Vacinas contra COVID-19

Médica aplicando vacina no braço de paciente

Com o início do período de vacinação, muitas dúvidas têm surgido sobre o assunto. Para melhor organizar as perguntas, respostas e outros conteúdos produzidos pelo Hospital Israelita Albert Einstein sobre as vacinas contra a COVID-19, preparamos uma página exclusivamente dedicada ao assunto. Tire suas dúvidas, assista aos vídeos e compartilhe com a sua família e amigos!

Clique aqui para acessar a FAQ da Vacina COVID-19!

Informações Gerais

Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar doenças em animais e humanos. Em humanos, os coronavírus provocam infecções respiratórias, que variam do resfriado comum a graves doenças, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O coronavírus descoberto, recentemente, causa a doença COVID-19.

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo último coronavírus descoberto em dezembro de 2019. Este novo vírus, chamado SARS-Cov-2,  e doença eram desconhecidos antes do início do surto em Wuhan, na China.

O 1º caso de COVID-19, a infecção viral pelo novo coronavírus, foi diagnosticado em 24 de fevereiro de 2020 pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Dias depois, em 26 de fevereiro, o exame foi confirmado pelo Ministério da Saúde.

Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, coriza ou dor de garganta. Esses sintomas, geralmente, são leves e começam gradualmente.

A maioria das pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas e não se sentem mal, cerca de 86% segundo a revista Science. A maioria das pessoas sintomáticas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de 20% das pessoas infectadas necessitará de internação e 5% provavelmente precisará de um leito em terapia intensiva.

As pessoas idosas (acima de 65 anos) e as pessoas com problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos e pulmonares ou renais, portadores de deficiência na imunidade ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.

O novo coronavírus, que causa a COVID-19, pode ser transmitido entre pessoas. A doença pode se espalhar por meio de pequenas gotículas do nariz ou da boca – expelidas por uma pessoa com COVID-19 quando tosse ou espirra, por exemplo. Essas gotículas depositam-se em objetos e superfícies ao redor da pessoa. Outras pessoas se contaminam tocando esses objetos ou superfícies e depois tocando nos olhos, nariz ou boca.

Não há necessidade de suspender exames ou procedimentos agendados no Einstein. Somente em casos indicados por equipe médica, devem permanecer em seus domicílios - não realizando exames ou procedimentos.

Em média, os casos mais leves com isolamento doméstico duram entre 10 a 14 dias. Quando os sintomas respiratórios e a febre acabam, em geral a partir do 11º dia, a pessoa pode retomar sua rotina.

O "período de incubação" significa o tempo entre a contaminação pelo vírus e o início dos sintomas da doença. A maioria das estimativas do período de incubação do coronavírus da COVID-19 varia de 2 a 14 dias, geralmente em torno de cinco dias. Essas estimativas serão atualizadas à medida que mais dados estiverem disponíveis.

Não se sabe. Já existem alguns estudos preliminares sobre quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive na superfície - ele parece se comportar como outros coronavírus. Esses estudos sugerem que os coronavírus (incluindo informações preliminares sobre o vírus que causa a COVID-19) podem persistir nas superfícies por algumas horas. Isso pode variar sob diferentes condições, como o tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente.

Caso você suspeite que uma superfície pode estar contaminada, limpe-a com um desinfetante simples para matar o vírus e proteger a si e aos outros. Higienize as mãos com álcool gel a 70% ou água e sabonete. Evite tocar nos olhos, boca ou nariz.

As seguintes medidas NÃO são eficazes contra a COVID-2019 e podem ser prejudiciais:

  • Tabagismo
  • Tomar remédios tradicionais à base de plantas
  • Usar várias máscaras sobrepostas
  • Automedicar-se, por exemplo, com antibióticos

Pacientes assintomáticos não devem procurar os serviços de pronto atendimento. O exame não esta indicado para pessoas que não apresentem sintomas respiratórios, mesmo que tenham retornado do exterior ou tenham contato com alguém que voltou do exterior. O ambiente de pronto atendimento, neste momento, apresenta demanda aumentada e os recursos estão sendo dirigidos para os pacientes que possuem se encaixem nos  em critérios com  risco elevado de complicações efetivamente necessitam de diagnostico.

De qualquer forma, caso você tenha febre, tosse e dificuldade para respirar, procure o pronto atendimento médico com antecedência para reduzir o risco de desenvolver uma infecção mais grave. e compartilhe seu histórico de viagens recente com o seu médico.

Serão feitas quando necessário. Estamos atentos às mudanças e evolução do novo coronavírus no mundo e alinhados com as recomendações do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos EUA, e outras instituições e organizações de saúde. Neste contexto, adequações podem ser tomadas a qualquer momento para atender aos novos cenários, desafios e mudanças.

As visitas estão proibidas – tanto no isolamento domiciliar como no hospital.

Caso seja essencial a visita ou presença do acompanhante será permitida a partir de critérios pré-definidos, eles devem utilizar máscara cirúrgica N95 (respirador), avental e luvas enquanto estiverem dentro do quarto/box com o paciente - restringindo ao tempo mínimo possível a permanência.

No hospital, a equipe de enfermagem local deve fazer a orientação para colocação e retirada de equipamentos de proteção, como máscaras,luvas, avental  e a higiene das mãos. Idosos, portadores de doenças que reduzam imunidade, como câncer, radioterapia, quimioterapia, transplantados, pessoas que convivem com HIV, grávidas  e pessoas com  febre e/ou sintomas respiratórios, como tosse, coriza, congestão nasal não devem participar das visitas desnecessariamente e não devem ser acompanhantes de casos suspeitos ou confirmados.

Idosos e portadores de deficiência na imunidade, não devem ser acompanhantes pelo risco de aquisição da infecção.

Além disso, no hospital os acompanhantes não devem permanecer no ambiente durante procedimentos que gerem aerossol, como intubação traqueal, ventilação não invasiva, traqueostomia, ressuscitação cardiopulmonar, inalação, ventilação manual antes da intubação e broncoscopia.

Do ponto de vista prático, nada. As medidas de prevenção e proteção para a população continuam as mesmas - determinadas pela OMS. Esta declaração, porém, facilita ações governamentais do ponto de vista da vigilância epidemiológica. Isso quer dizer que a ameaça representada pelo vírus é a mesma, mas que a fase de tentativa de impedir a entrada da doença nos países onde não há transmissão terminou.

O que o atual momento requer dos governos medidas para minimizar a transmissão comunitária, afim de diminuir e atrasar o pico da epidemia local, para que os serviços de saúde possam lidar com a demanda de um maior numero de pacientes, sem que faltem recursos ou leitos. O que significa que as pessoas devem ficar em casa o máximo possível.

Descreve uma situação em que uma doença infecciosa ameaça simultaneamente muitas pessoas pelo mundo. Não tem ligação com a gravidade da doença, mas pela abrangência geográfica.

Converse com o seu médico sobre as medidas de segurança oferecidas para a realização deste procedimento eletivo.

Não há restrições alimentares relacionadas à COVID-19.

Nenhuma medicação de uso contínuo deve ser suspensa sem indicação médica. É importante sempre consultar seu médico.

Proteção/Prevenção

O distanciamento social é uma medida comportamental importantíssima neste momento, não só para a proteção individual, mas para diminuir a velocidade da propagação do vírus. Se você puder trabalhar de casa e/ou sair pouco ou nada de casa, faça isso! Caso necessário, procure frequentar farmácias, supermercados ou qualquer outro comércio em horários alternativos.

  • Higienize regularmente as mãos com álcool gel 70% ou água e sabonete.
  • Mantenha, pelo menos, 2 metros de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Quando alguém tosse ou espirra, elimina pequenas gotas do nariz ou da boca, que podem conter o vírus.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca. As mãos tocam muitas superfícies e podem pegar carregar o vírus.
  • Cubra a boca e o nariz quando tossir ou espirrar, preferencialmente com lenço descartável. Em seguida, descarte-o imediatamente e higienize as mãos.
  • Fique em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico e ligue para o seu médico. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local. As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área. Ligar com antecedência permitirá que seu médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também vai protegê-lo e ajudar a evitar a propagação de vírus e outras infecções.
  • Mantenha-se informado sobre as últimas informações sobre a COVID-19. Siga as recomendações do seu médico, da sua autoridade nacional e local de saúde pública ou do seu empregador sobre como proteger a si e aos outros da COVID-19. As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre se a COVID-19 está se espalhando em sua área.

Sim. Existem diversos tipos de exames para diagnóstico, sendo o mais sensível e específico o teste molecular pela metodologia PCR (Polymerase Chain Reaction). Outros testes menos sensíveis são: RT-LAMP (teste molecular por reação de amplificação isotérmica mediada por loop), pesquisa de antígeno e sorologia. As amostras são colhidas por swab nasofaringe / orofaringe, saliva ou sangue.

Os exames diagnósticos servem nas situações onde existe a queixa respiratória com suspeita de infecção pelo vírus. Nos indivíduos assintomáticos, deve-se evitar o teste pela possibilidade de exames falsos positivos.

Atualmente, encontram-se disponíveis testes rápidos para diagnosticar a COVID-19. De forma geral, os testes sorológicos visam detectar anticorpo específico produzido pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV2 ou detectar antígeno desse vírus. Portanto, esses testes, até o momento, não devem ser adotados para a decisão clínica, mas apenas para finalidade de vigilância por meio de estudos de inquéritos populacionais e também como auxílio diagnóstico.

O risco de infecção é maior em áreas onde várias pessoas foram diagnosticadas com COVID-19. É importante estar ciente da situação e dos esforços de preparação em sua área. A OMS está trabalhando com autoridades de todo mundo para monitorar e responder aos surtos de COVID-19.

Sim, pois ainda apresentamos uma situação epidemiológica não controlada, ou seja, com circulação alta do vírus e suas variantes, atrelada à questão atual de percentual insuficiente de imunizados com 2 doses. São necessários, no mínimo, 70% da população com imunização completa para discutirmos a flexibilização da medida de prevenção como distanciamento social.

Não. Os antibióticos não funcionam contra vírus. Eles funcionam apenas em infecções bacterianas. O COVID-19 é causado por um vírus, portanto os antibióticos não funcionam. Antibióticos não devem ser usados ​​como um meio de prevenção ou tratamento de COVID-19. Eles devem ser usados ​​apenas quando indicados por um médico para tratar uma infecção bacteriana.

Ainda não. Até o momento não há medicamento específico para prevenir ou tratar a COVID-2019. No entanto, as pessoas afetadas devem receber cuidados para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera com cuidados de suporte. Desde o final de 2019, vários estudos estão sendo realizados na busca de alternativas terapêuticas para o tratamento da COVID-19. Os estudos estão avaliando antivirais, corticosteroides, antimaláricos e até anti-hipertensivos para o tratamento da pneumonia por COVID-19 ou seus efeitos na doença. Os estudos conduzidos até o momento têm um número de pacientes muito reduzido e ainda é arriscado afirmar que vai funcionar para todas as pessoas. Mais dados precisam ser coletados, de maneira adequada, para haver certeza de que vai funcionar. Assim, é importante que as pessoas sigam as recomendações dos médicos e nunca se automediquem.

Não. Após diversas evidências científicas, a cloroquina e hidroxicloroquina não devem ser utilizadas para o tratamento da infecção pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) nas formas leves, moderadas ou graves.

As pessoas idosas (acima de 65 anos) e as pessoas com problemas médicos subjacentes, como pressão alta, diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares, portadores de deficiência na imunidade ou câncer têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.

A vacina contra a gripe protege contra infecções pelo vírus da Influenza, ou seja, não protege contra o novo coronavírus. No entanto, a gripe é uma das infecções que poderiam ser confundidas com a COVID-19 ou mesmo que poderiam debilitar o organismo e agravar uma possível infecção por esse agente. Assim, é importante tomar a vacina da gripe.

Os sintomas são muito semelhantes. Muitos casos podem ser assintomáticos e boa parte evoluir com coriza, tosse, febre e dor no corpo. Os sintomas, muitas vezes, são difíceis de serem relatados por uma criança menor. Os quadros severos acometem mais os pulmões e evoluem com febre alta e falta de ar, com desconforto respiratório. Estes são sinais de alarme de um quadro mais severo.

O isolamento respiratório domiciliar significa permanecer em casa, com pouco ou nenhum contato com outras pessoas. Ele é indicado para:

  1. casos suspeitos ou confirmados da COVID-19 sem necessidade de internação;
  2. pacientes assintomáticos vindos de países com Nível 3 de alerta. Clique aqui e confira a lista;
  3. pacientes assintomáticos com contato de caso confirmado ou suspeito pelo novo coronavírus (contactantes).
  4. Pessoas que voltaram de viagem ao exterior devem permanecer em isolamento domiciliar por  pelo menos 7 dias.

É uma medida de segurança para tentar evitar a disseminação da doença. Nos casos suspeitos, quando o exame específico para o novo coronavírus for negativo, suspender o isolamento respiratório.

O paciente deve:

  • Permanecer em isolamento domiciliar voluntário (em casa) por pelo menos 7 dias, preferivelmente durante 14 dias (a partir da data de chegada no Brasil);
  • Manter distância dos demais familiares, permanecendo em ambiente privativo;
  • Manter o ambiente da sua casa com ventilação natural;
  • Utilizar a máscara cirúrgica descartável durante este período, as quais devem ser trocadas quando estiverem úmidas;
  • Não frequentar a escola, local de trabalho ou locais públicos e só sair de casa em situações de emergência durante o isolamento;
  • Cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
  • Higienizar as mãos frequentemente com sabonete e água por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos.
  • Evitar tocar boca, olhos e nariz sem higienizar as mãos;
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

 

Produtos de limpeza a base de cloro ou álcool são eficazes para a limpeza da casa. Detergente comum é adequado também para a lavagem de louças.

Os vírus respiratórios se espalham pelo contato, por isso a importância da prática da higiene frequente, a desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas, corrimão, são indispensáveis para a proteção contra o vírus. Deve-se evitar compartilhar objetos como pratos, copos e talheres.

Os pontos com maior chance de contágio são aqueles mais tocados, como maçanetas, descargas, torneiras e utensílios domésticos comuns. Neste momento, a orientação é não dividir pratos, talheres e principalmente copos.

Celulares podem ser fonte de contaminação pelo tempo de manuseio e uso próximo ao rosto. A limpeza dos aparelhos em geral vem descrita em seu manual de usuário, porém existem produtos desinfetantes específicos por marca que podem ser utilizados. A utilização de desinfetantes comuns, álcool comum e similares não é indicada pois podem danificar o aparelho.

Seguindo as recomendações de distanciamento social, trabalho em casa (home office) e demais recomendações de afastamento, como fechamento das escolas, o transporte público deve ter uma queda significativa no público que o utiliza no seu dia a dia, porém é desejável evitar conduções lotadas.

Quando utilizar transporte publico, carregue com você álcool gel para limpar as mãos quando utilizar o veículo e tente manter a distância de 1,5m de outras pessoas. Não há recomendação para uso de máscaras, apenas se você estiver com sintomas respiratórios evitando assim a possível transmissão deste ou de qualquer outro vírus para outras pessoas.

A estratégia de embarque solitário ou somente com membros do seu grupo familiar é aquela que vem sendo encorajada durante este período e a que deve ser seguida. Procure não tocar as paredes do elevador e proteja seu dedo com um lenço descartável. Caso não seja possível,utilize álcool gel após tocar em lugares "comuns".

Não há nada para ser feito neste momento, a não ser observação. O tempo de incubação de COVID-19 (ou seja, o tempo entre o contato e adoecer de fato) varia entre 2-14 dias. Durante esse período você deve observar o surgimento de febre, tosse seca, dores no corpo, coriza e outros sintomas gripais, bem como falta de ar. Porém a chance de contagio em um evento como esse é baixíssima.

Academias no Estado de SP devem permanecer fechadas, de acordo com recomendação do Governo do Estado de SP. Mesmo observando uma distância de 1,5 metro entre as pessoas, secreções como suor, tosse, saliva podem cair sobre os equipamentos e não serem desinfetados corretamente entre os exercícios. Para as piscinas, vale a mesma regra: locais com muita gente não são recomendados.

Neste momento, desde que se mantenha distância das outras pessoas (mínimo 1,5m), não há contra indicação formal para exercícios ao ar livre.

Estudos preliminares associaram a infecção grave pelo coronavirus ao uso de ibuprofeno. É importante notar que esta associação ainda é preliminar e carece de comprovação cientifica robusta. Porém, neste momento, recomenda-se o uso de outros analgésicos e antitérmicos.

Não é indicada nenhuma suplementação vitamínica adicional, apenas uma alimentação correta, manutenção de um bom padrão de sono e exercícios. Não existe indicação de suplementos ou qualquer outro remédio para combate ao novo coronavírus.

Sim, mas neste momento é preferível o uso de paracetamol ou dipirona. Não temos usado o ácido acetilsalicílico (AAS) há muitos anos e evitado, neste momento, o uso de ibuprofeno. Embora contraditório na literatura atual, se apresenta contraindicação formal durante a infecção por novo coronavírus, preferimos evitar o seu uso.

Sim. Recomenda-se o isolamento da pessoa com novo coronavírus em quarto individual pelo risco de transmissão durante a noite. O mecanismo de transmissão é durante o contato e também por gotículas, podendo, em algumas situações, ocorrer por aerossol.

estão inclusos no grupo de risco os pacientes obesos. É importante consultar seu médico a fim de avaliação de categorização de risco.

 

 

Não. Mas, independente do risco, para qualquer indivíduo é importante manter as medidas de prevenção como higiene das mãos, uso de máscara, isolamento social e consultar seu médico.

Não há qualquer evidência científica de que Nasonex ou Malvona sejam profiláticos para a infecção pelo novo coronavírus.

Não, pois os sintomas não são apenas de via aérea superior, como obstrução nasal e coriza, podendo também se manifestar com febre, mialgia, tosse, diarreia, perda de olfato e cefaleia.

Não há relação entre uso de Haldol e Depakene com aumento do risco de adquirir novo coronavírus.

Exames

Sim. Os conjuntos diagnósticos utilizados pelo Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein para realização do exame RT-PCR para COVID-19 (SARS CoV-2) são capazes, pois não apresentam perda de sensibilidade diagnóstica para detecção das variantes do SARS CoV-2 descritas, por exemplo, no Reino Unido e na África do Sul.

Isso ocorre pois são utilizados alvos genéticos distintos dos genes codificadores da proteína S - “Spike” do vírus que não são afetados pelas variações.

Vale lembrar que em setembro de 2020 uma nova variante do vírus causador da COVID-19 (SARS CoV-2) foi detectada no Reino Unido, com um número excepcionalmente grande de mutações. Essa variante parece se espalhar mais fácil e rapidamente do que outras já descritas. Entretanto, não há evidências de que cause doença mais grave ou aumento do risco de morte. É altamente prevalente em Londres e no sudeste da Inglaterra. Desde então, foi detectada em vários países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos, Canadá e recentemente no Brasil.

Na África do Sul outra variante surgiu - independentemente da variante detectada no Reino Unido. Ela foi detectada originalmente no início de outubro de 2020, compartilha algumas mutações com a variante detectada no Reino Unido. Apesar de se espalhar mais fácil e rapidamente do que outras variantes, também não há evidências de que cause doenças mais graves ou aumento do risco de morte. Esta variante ainda não foi descrita no Brasil.

O Einstein também monitora o aparecimento de novas variantes circulantes em nosso país com o sequenciamento do genoma completo de SARS-CoV2.

Existem dois grupos de testes para o diagnóstico da COVID-19, os métodos moleculares e os métodos imunológicos.

Teste Molecular

RT - PCR = O genoma (material genético) do novo coronavírus (SARS-CoV-2) pode ser detectado em amostras clínicas (secreções nasais, orofaríngeas e outras) de pessoas infectadas pela técnica de RT-PCR (do inglês reversetranscriptase polymerase chain reaction). O teste tem elevada sensibilidade e especificidade e é mais útil para diagnosticar infecção ativa em pessoas sintomáticas ou ainda contato recente com o vírus.

O RT-PCR pode detectar a presença do vírus dois dias antes do início dos sintomas e geralmente permanece positivo por 14 dias. Entretanto, algumas pessoas podem permanecer positivas por mais de 20 ou 30 dias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o RT-PCR seja coletado em até sete dias a partir do início dos sintomas.

O teste é complexo, exige expertise técnica, equipamentos específicos e infraestrutura para sua execução. O Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein está preparado e equipado para entregar os resultados em 3 dias úteis para pacientes ambulatoriais e em 24 horas para pacientes internados.

As amostras clínicas recomendadas para o teste são:

  • Swab coletado de região de nasofaringe e orofaringe (secreções nasais);
  • Em pacientes graves com pneumonia, pode ser coletado aspirado traqueal e lavado bronco alveolar (indicado para pacientes fazendo uso de respiradores).

Testes Imunológicos

Os testes imunológicos utilizam como base a ligação entre antígenos e anticorpos. Esses ensaios são capazes de detectar tanto anticorpos como antígenos virais.

Existe uma grande variedade desses tipos de testes no mercado mundial, alguns bons e outros com desempenho insatisfatório. Para garantir resultados confiáveis, o Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein realizou análise rigorosa de validação para escolher o melhor teste a ser utilizado, conforme recomendações do Colégio Americano de Patologistas (CAP).

Conheça os testes disponíveis que são validados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Teste é indicado para quem já teve a COVID-19 ou suspeita de ter tido contato com o vírus (SARS-CoV-2). Através de uma amostra de sangue é feita a detecção de anticorpos produzidos pelo paciente,
que podem ser de três tipos diferentes: IgA, IgM ou IgG.

IgA: anticorpos produzidos na fase aguda da infecção. O tempo ideal para coleta e detecção desse tipo de anticorpo é a partir do 10º dia do início dos sintomas.

IgM: também são anticorpos produzidos na fase aguda da infecção. O tempo ideal para coleta e detecção desse tipo de anticorpo é a partir do 10º dia do início dos sintomas.

IgG: anticorpos produzidos na fase tardia ou após a infecção. O tempo ideal para coleta e detecção desse tipo de anticorpo é a partir do 15º dia do início dos sintomas. Entretanto, alguns pacientes podem demorar mais tempo para apresentar anticorpos IgG.

O Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein está em pleno funcionamento e pronto para entregar os resultados em 2 dias úteis utilizando sangue como material clínico.

Os testes rápidos detectam anticorpos no sangue. São testes de simples execução e que não necessitam de equipamentos ou infraestrutura laboratorial complexa.

Os kits comerciais disponíveis permitem a detecção de anticorpos IgM e IgG.

O teste pode ser realizado com amostras de sangue do paciente e o os resultados são liberados
em 3 horas (para pacientes internados) ou 1 dia útil (para pacientes ambulatoriais). Alguns fornecedores recomendam o uso de sangue total, entretanto, observamos melhor desempenho no soro (uma parte do sangue obtida após centrifugação).

O Hospital Israelita Albert Einstein criou o 1.º teste genético no mundo para detecção do novo coronavírus (COVID-19). O novo exame é baseado na tecnologia de Sequenciamento de Nova Geração (Next Generation Sequencing - NGS), que consiste na leitura de pequenos fragmentos de DNA para a identificação de doenças ou mutações genéticas. Para saber mais, clique aqui.

Até o momento não há evidências de que esta medicação possa influenciar no resultado negativo de RT-PCR para COVID-19.

Caso tenha feito um exame para a COVID-19 e recebido o resultado positivo, orientamos a buscar um médico, que irá esclarecer as suas dúvidas e direcioná-lo(a) para o tratamento mais adequado. No entanto, se não tiver ou conhecer um profissional de confiança, nós podemos indicar um especialista do Einstein. Ligue para (11) 2151-1233 / opção 4 ou acesse: https://www.einstein.br/atendimento/encontre-um-medico

Máscaras

Um tipo de equipamento de proteção individual, que cobre o nariz e a boca do usuário. As máscaras cirúrgicas são feitas de materiais específicos (TNT e filtro) que impedem a propagação de infecções respiratórias por vírus e bactéria. Assim como as máscaras especiais N95/PFF2, devem ser reservadas para os profissionais da saúde e pacientes sintomáticos internados devido à escassez de oferta atual.

Existem dois principais tipos de máscaras usadas para prevenir a transmissão de vírus ou bactérias por via respiratória:

- As máscaras cirúrgicas, também chamadas de máscaras faciais

- As máscaras tipo respirador, também chamadas de máscaras N95

Essas máscaras se diferem pelo tipo e tamanho das partículas infecciosas que podem filtrar.

Existem também as máscaras caseiras, recomendadas para a população em geral.

Sabemos que cerca de 80% das pessoas infectadas pelo novo coronavírus apresentam sintomas leves ou nem apresentam sintomas. Porém, ainda assim, elas podem transmitir o vírus para outras pessoas.

O uso de máscaras caseiras parece minimizar o aumento de casos, uma vez que a sua utilização impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física. Assim, as máscaras caseiras ajudam a não transmitir o vírus caso a pessoa seja uma portadora assintomática.

Não. Como diversos países estão enfrentando a pandemia, há uma falta global de EPI (equipamentos de proteção individual) e, por isso, devemos reservá-los para quem mais precisa.

O novo coronavírus é transmitido predominantemente por gotículas, expelidas pela fala, tosse ou espirros. As gotículas têm um tamanho considerado grande (>5μ), atingem até um metro de distância e rapidamente se depositam no chão. Alguns procedimentos realizados dentro do hospital podem fazer com que o vírus se propague por via de aerossóis, ou seja, partículas menores que ficam suspensas no ar por mais tempo. As máscaras cirúrgicas não são capazes de reter essas partículas e é necessário então utilizar máscaras especiais chamadas N95/PFF2.

As pessoas doentes (com sintomas) devem, dessa forma, usar a máscara cirúrgica, principalmente quando necessitarem ocasionalmente ter contato próximo com outras pessoas sadias, pois ela é capaz de reter essas partículas e evitar a transmissão da doença.

Os profissionais de saúde têm contato com pessoas doentes que não estão fazendo uso de máscara e em situações em que se expõem a maior contato com potenciais concentrações de vírus, por isso precisam do EPI para cuidar das pessoas adoecidas.

Pessoas sadias, sem sintomas, não tem indicação de usar máscaras cirúrgicas e N95/PPF2 rotineiramente.

Os tecidos com maior capacidade de filtragem de vírus são os tecidos de saco de aspirador de pó. Na sequência, o Cotton (poliéster 55% e algodão 45%), depois o algodão (100%) e, por fim, as fronhas de tecido antimicrobiano.

As máscaras devem ser feitas nas medidas corretas para cobrir totalmente a boca e o nariz, devem ficar bem ajustadas ao rosto e sem espaços nas laterais.

Sempre que precisar entrar em contato próximo (menos de um metro) de outras pessoas, deslocar-se ou permanecer em um espaço onde há maior circulação de pessoas, como mercados, farmácias e hospitais.

Pessoas em isolamento domiciliar devido à COVID-19 e seu cuidador devem preferir a máscara cirúrgica.

  • Lave as mãos com água e sabão ou utilize álcool gel 70% antes de colocar a máscara
  • Seu uso deve ser individual, ou seja, ela não deve ser compartilhada
  • Ela deve cobrir o nariz e a boca, amarrada de forma a não ficar espaço entre a máscara e o rosto
  • Enquanto estiver usando, não toque na máscara (nem para ajustar) para não contaminá-la
  • Lave as mãos com água e sabão ou utilize álcool gel 70% antes de remover a máscara
  • Remova a máscara pegando pelo laço ou elástico, evitando tocar na parte da frente
  • Deixe a máscara de molho em mistura de água com água sanitária (2 a 2,5%) por 30 minutos (10 ml de água sanitária para cada 500 ml de água)
  • Após o molho, enxágue a máscara em água corrente e lave-a com água e sabão
  • Após higienizar a máscara, lave as mãos novamente com água e sabão ou álcool gel 70%
  • As máscaras só devem ser utilizadas quando estiverem secas
  • Para finalizar a esterilização, passe a máscara com ferro quente e guarde-a em saco plástico limpo
  • Quando estiver úmida ou suja, a máscara deve ser substituída e colocada em um saco plástico fechado, longe das outras máscaras limpas

Pets

Não. Não há evidências de que animais de companhia ou animais de estimação, como gatos e cães, foram infectados ou podem espalhar o vírus que causa a COVID-19.

A transmissão do novo coronavírus ocorre através de secreções de vias áereas da pessoa doente. Para que haja a contaminação é preciso que a secreção entre em contato com a mucosa dos olhos, boca e nariz de uma pessoa suscetível.

Portanto, é importante que sejam aplicadas as medidas de higiene básicas como higienização das mãos, uso de máscaras pela população.

Para os animais de estimação, é importante manter as medidas de higiene usuais.

Mães, pais e responsáveis

Embora os estudos científicos na área sejam escassos e recentes, ainda não há relatos de transmissão do coronavírus através do leite materno.

A contaminação ocorre principalmente por meio de gotículas geradas por uma pessoa contaminada durante tosse/espirros ou contato com secreções. É importante o uso de máscaras e álcool gel (70%) além de discutir com o seu médico a melhor alternativa neste momento tão delicado.

Fonte: Centers for Disease Control and Prevention (atualizado 21/02/2020)

Estudos existentes hoje mostram que o vírus não é capaz de ser transmitido durante a gravidez (da mãe para o bebê, de forma vertical) ou no momento do parto.

Estudos existentes hoje mostram que o vírus não é capaz de ser transmitido durante a gravidez (da mãe para o bebê, de forma vertical) ou no momento do parto.

As informações são escassas, mas até o momento não se detectou a presença de vírus no leito materno e nem a contaminação de bebês por esta via. Vale lembrar, porém, que a transmissão ocorre em pacientes com sintomas por meio de secreções das vias áreas. O uso de máscara cirúrgica e a higiene das mãos para contato com o bebê são medidas importantes para diminuir as chances de contágio.

Estudos existentes hoje mostram que o vírus não é capaz de ser transmitido durante a gravidez (da mãe para o bebê, de forma vertical) ou no momento do parto. Assim, acredita-se que os recém-nascidos tenham se infectados pela tosse, espirro ou contato próximo com a mãe, após o nascimento.

Sim. Embora ainda não existam dados suficientes para concluir que a infecção pelo novo coronavírus apresente maior gravidade neste grupo, as infecções respiratórias causadas por agentes infecciosos, como influenza, têm gravidade maior quando afetam mulheres na gestação. Gestantes apresentam alterações no seu sistema imunológico (de defesa de infecções) bem como do funcionamento de seus órgãos.

A partir de 13 de março de 2020, o Governo do Estado de São Paulo instituiu a suspensão das aulas na rede pública e privada - a partir de 23 de março de 2020. Porém, na semana entre 13 e 23 de março, as crianças e adolescentes que não frequentarem a escola, não receberão falta. Além disso, é importante que essas crianças e adolescentes não fiquem sob a supervisão de um adulto com mais de 55 anos de idade. A partir de 23 de março, as aulas estavam efetivamente suspensas.

Se compatível com a idade, os pais ou responsáveis podem manter o aprendizado da criança on-line, seguindo as orientações da escola.

Atividades ao ar livre não são proibidas, pois mantendo as crianças afastadas de outras crianças e adultos, não representam risco de contágio elevado.

As crianças devem seguir as mesmas orientações da população em geral: evitar festas, aglomerações, contato com outras crianças e adultos potencialmente doentes. Além da lavagem das mãos com água e sabão ou álcool gel 70%.

O organismo da gestante responde de forma muito semelhante as mulheres que não estão grávidas. Em geral são pneumonias com padrão viral muito parecidos com a população geral e os relatos na literatura médica nos mostram que a probabilidade de gravidade é muito baixa.

A doença parece não impactar na hora do parto e na saúde do bebe. Estes são dados preliminares e animadores.

As gestantes devem tomar os mesmos cuidados da população geral. Nesse contexto, devemos pedir que as gestantes fiquem em casa (isolamento social), evitem ir ao pronto atendimento desnecessariamente, evitar contato com pessoas doentes, lavar as mãos com frequências.

Sintomas gripais leves como febre, dores no corpo, tosse seca, coriza devem permanecer em casa em isolamento. As gestantes devem comunicar seu médico obstetra dos sintomas e serem monitorizadas. O aparecimento de falta de ar deve motivar a ida ao pronto atendimento.

Há poucos relatos de doenças graves em crianças e adolescentes. Isso não significa que elas são menos vulneráveis, porém têm uma chance menor de gravidade.

Em crianças, os sintomas são parecidos com os do adulto: tosse seca, febre que pode ser alta (maior que 38,5ºC), coriza. A falta de ar também pode surgir nos pequenos. Nas crianças que ainda não sabem se comunicar adequadamente, é muito importante prestar atenção em sinais de desconforto respiratório, como frequência respiratória aumentada, dificuldade de falar, sinais de que a criança está fazendo força para respirar. Nesses cenários, ela deve ser levada imediatamente para o pronto atendimento. Lembre-se de sempre comunicar o pediatra para a melhor tomada de decisão.

As crianças podem ter suas mãos higienizadas com álcool gel 70%, sim, porém deve-se prestar atenção para eles não levarem a mão aos olhos ou à boca até o produto evaporar.

Sempre manipular os bebês com as mãos limpas (lavar com água e sabão ou álcool gel antes e depois de mexer no bebê). Se a mãe e/ou a cuidadora estiverem com sintomas gripais, verificar a possibilidade de outra pessoa realizar os cuidados com a criança. E na ausência desta possibilidade, reforçar a prática de higiene das mãos e usar máscara cirúrgica quando manipular a criança.

Não, neste momento sugerimos fortemente que seja praticado o isolamento social. Visitas não devem ser encorajadas.

Se você está cuidando de uma criança ou membro da família com o transtorno do espectro autista, é importante conversar com eles sobre o novo coronavírus para garantir que eles tenham as informações necessárias.

Lembre-se de que as mudanças nas rotinas diárias podem causar grande ansiedade. Você pode apoiá-los, no entanto, para facilitar o impacto de qualquer alteração, seja devido ao autoisolamento ou devido ao fechamento de eventos, locais de trabalho ou escolas.

Se possível, ajude-os a salvaguardar suas rotinas. Mantenha uma rotina diária em casa. Crie um cronograma visual com a nova rotina adotada.

É verdade que crianças e jovens precisam de estímulo estruturado e contínuo. Busque em conjunto com a equipe de terapeutas formas de atendimento remoto, se possível.

E vale a pena reforçar: intensifique as práticas de higiene!

É muito importante evitar visitas de outros familiares para a criança com diagnóstico de novo coronavírus, principalmente os idosos e portadores de doenças crônicas. Se for possível, a criança deve permanecer em um quarto isolado, recebendo refeições neste quarto, usando máscara cirúrgica quando estiver mais próximo de algum familiar na casa, evitando abraços e beijos. Se a criança não puder usar máscara cirúrgica, os pais devem utilizá-la quando estiverem a menos de 2 metros de distância. Sabemos que é muito difícil seguir estas recomendações, mas é importante. Reforçamos também a prática de higiene das mãos após contato com a criança e as superfícies.

É muito importante consultar o pediatra da criança para compartilhar os sinais e sintomas de uma suspeita para a tomada de decisão. Lembrando que temos outros vírus respiratórios, além do novo coronavírus.

É importante informar as crianças utilizando uma linguagem simples, de acordo com sua idade e nível de compreensão. Elas precisam entender o cenário atual para conseguir lidar melhor com o fato de não poderem sair de casa e ver seus amigos e avós, por exemplo. Se tiverem preocupações ou questionamentos, deixem que expressem seus sentimentos, isso pode ajudar a diminuir a ansiedade.

É importante que os pais mantenham uma rotina para as crianças em que consigam organizar melhor seu tempo entre estudar, ajudar nas demandas da casa e brincar. Este é um momento para ensinar sobre consciência social.

Este momento de pandemia e isolamento social deixa as pessoas mais ansiosas, mas também pode ser uma oportunidade de maior convivência entre pais e filhos, podendo resgatar relações que no dia a dia se perdem pela correria e pelas demandas eletrônicas. Invente brincadeiras, faça videochamadas com os avós, conheça melhor as necessidades de seus filhos.

Viagens

No momento não é recomendado viajar ao exterior.

Sim. Neste momento não há qualquer restrição para viagens nacionais, mesmo assim sugerimos que você reveja a necessidade de viajar e a possibilidade de adiar a viagem ou mesmo cancelar se não for muito importante. Evitar aglomerações de pessoas, como aeroportos e aviões, é essencial.

Sim, escalas nos países com maior risco de contaminação (países nível 3) devem ser evitadas. Caso não possa evita-las, não saia do aeroporto e preste atenção à higiene das mãos.

Por conta da circulação do ar e a forma como ele é filtrado nos aviões, a maioria dos vírus e outros microrganismos não se espalham facilmente. Apesar de o risco de infecção ser baixo, viajantes devem tentar evitar contato com passageiros doentes e higienizar as mãos com sabonete e água por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos.

Empresas

O que as empresas/empregadores podem fazer para auxiliar no controle da COVID-19?

 

- Caso o colaborador/empregado apresente sintomas de doenças respiratórias agudas, como febre acima de 37,8º, tosse e dificuldade para respirar, é recomendado que não vá trabalhar até estar livre dos sintomas por 48 horas e sem o uso de medicamentos que alterem ou aliviem sua condição, como antigripais e antitérmicos. O colaborador/empregado deve comunicar ao seu gestor/liderança e permanecer em casa. Se os sintomas persistirem, um médico deverá ser procurado.

- Conversem com empresas que prestam serviços para a sua empresa sobre a importância de afastar,  na forma acima, os colaboradores com sintomas de doenças respiratórias agudas.

- Garantam que as políticas de licença médica sejam flexíveis e consistentes com as diretrizes de saúde pública e que seus colaboradores saibam dessas políticas.

- Limpem com frequência as superfícies e locais de trabalho, como mesas, balcões, bancadas, maçanetas etc. Nenhuma limpeza adicional, além da rotineira é recomendada neste momento.

- Existem alguns países  em que a transmissão é intensa e existe risco. Consulte as recomendações do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos EUA conforme descrito acima. Lembre-se da possibilidade do uso de videoconferência para países com níveis 2 e 3.

- Pessoas sem sintomas da doença não devem fazer exames ou procurar assistência médica. Orientem seus colaboradores sobre isso. A coleta de exames em pacientes sem sintomas é desnecessária. O novo coronavírus só é detectado quando há sintomas, de preferência nos primeiros 7 dias do início do quadro clínico. Os sintomas podem ser febre acima de 37,8º, tosse ou falta de ar.

Idosos

Os idosos em geral são grupos de risco para doenças infecciosas de qualquer etiologia, o envelhecimento do sistema imune é sua principal razão. No caso da COVID-19, foi identificado que pacientes diabéticos e hipertensos têm uma maior chance de evoluir com doença mais grave - o motivo ainda é investigado.

Sim, o contato com o idoso deve diminuir, fundamentalmente se você não consegue cumprir o isolamento. As pessoas que saem do domicilio e retornam podem efetivamente trazer a COVID-19 para dentro de casa.

Mantê-lo longe do contato com crianças e adolescentes (chance maior de serem pacientes sem sintomas), e evitar que saiam e frequentem aglomerações de pessoas, como reuniões de idosos, shopping centers, supermercados etc.

Com certeza você deve vaciná-lo contra gripe. Idosos são grupo de risco também para a  infecção pelo influenza e devem ser protegidos por meio da vacina. Agende a sua vacina no Einstein ou com mais conforto e segurança ainda: o Einstein vai até o seu lar vacinar o seu idoso, crianças e toda a família.

Alguns estudos demonstraram a eliminação do vírus por tempo superior aos 14 dias, porém sua capacidade infectante não pode ser demonstrada. Assim, caso seja possível mantenha distância dos idosos por mais 2 semanas.

É importante consultar a Medicina do Trabalho a fim de obter informações sobre o termo de volta ao trabalho, pois cada empresa possui a sua política de manejo de colaboradores.

Ressaltamos, porém, que é importante para o retorno ao trabalho: estar assintomático por pelo menos 72 horas após 14 dias do início dos sintomas, sem uso de antitérmicos e continuar seguindo as recomendações governamentais de utilização de máscaras, já que até o momento não temos a certeza de que a imunidade seja permanente.

Casos suspeitos e confirmados

Há critérios bem definidos e embasados pela literatura científica que determinam os sinais e sintomas que indicam necessidade de internação conhecido como Síndrome Respiratória Aguda Grave. A internação deve ser definida pela sua equipe médica, mas é indicada para pacientes com febre e sinais/sintomas respiratórios que apresentem agravamento dos sintomas, como insuficiência respiratória aguda ou sepse, ou que tenham exame de imagem radiológica sugestiva de pneumonia.

A pessoa com COVID-19 confirmado deve permanecer em quarto preferencialmente com banheiro separado. Quando conviver com as demais pessoas da casa, deve usar máscara protetora (do tipo cirúrgica, simples), manter as mãos bem limpas e de preferência com álcool gel e praticar a etiqueta respiratória.

  • Minimizar o contato com os outros moradores da residência
  • Não dividir utensílios e aparelhos eletrônicos de uso pessoal
  • Higiene constante do ambiente e das mãos
  • Respeitar as recomendações médicas de isolamento e não sair de casa

Preferencialmente não devemos manter pessoas saudáveis no mesmo ambiente com um paciente infectado pelo novo coronavírus, em especial os idosos, visto que são o principal grupo de risco da doença.

Não é obrigatório o uso de talheres, pratos e copos descartáveis. A limpeza com água e sabão é suficiente para eliminar o vírus da superfície dos utensílios. Lavadoras automáticas também fazem essa função.

Em máquina de lavar comum. A lavagem no tanque também permanece sem alterações. Deve-se evitar sacudir as roupas em ambientes fechados, evitando assim a disseminação de partículas.

Sim, se possível deixe as janelas sempre abertas durante o dia e enquanto houver pessoas transitando pelos cômodos comuns, por vezes, manter a janela aberta a noite não é opção e não precisa ser feito, porém tão logo as pessoas acordem, abra novamente as janelas. Na maioria das casas isso criará uma corrente de ar, que é suficiente para carregar partículas maiores e menores do ambiente, como aquelas produzidas pela fala e tosse.

O lixo deve ser descartado como lixo comum, desde que embalado em recipiente apropriado e fechado. Recomenda-se não deixar os resíduos acumularem.

Caso você não tenha sintomas, não se desespere. Não há necessidade de fazer exames. Procure um serviço de saúde somente se apresentar sintomas, como febre (37,8ºC) e/ou tosse, dor de garganta, coriza, mal-estar e principalmente falta de ar.

Lembre-se: a febre pode não estar presente em jovens, idosos, imunossuprimidos, que são as pessoas com o sistema imunológico (de defesa do organismo) debilitado, como transplantados e pacientes com câncer, ou mediante o uso de medicamentos para "baixar" a febre.

Retomada

De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), é preciso que:

1) A transmissão do novo coronavírus esteja controlada;

2) O sistema nacional de saúde tenha a capacidade de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos, além de acompanhar a rede de contágios;

3) O risco de um surto seja minimizado, especialmente em ambientes como instalações de saúde e asilos;

4) Medidas preventivas sejam implementadas em locais de trabalho, escolas e outros locais onde a circulação de pessoas seja essencial;

5) O risco de “importação” do vírus esteja sob controle;

6) A sociedade esteja plenamente educada, engajada e empoderada para aderir às novas normas de convívio social.

  • Mantendo o ambiente de trabalho sempre higienizado e desinfetado, principalmente superfícies e objetos que são tocados com frequência;
  • Incentivando que os funcionários lavem as mãos regularmente ou higienizem com álcool gel 70%;
  • Incentivando o uso e disponibilizando máscaras faciais, assim como lixeiras fechadas para o seu descarte;
  • Informando que todo funcionário que apresentar sintomas deve ficar em casa ou procurar atendimento médico.

Verifique se realmente é necessária a viagem, se uma videoconferência não seria suficiente. Cheque a situação da doença no destino para medir os riscos e benefícios da viagem e evite enviar funcionários dos grupos de risco.

Incentive o funcionário a higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool gel 70%, a manter 1 metro de distância de pessoas que estejam espirrando ou tossindo e tenha o contato de algum atendimento médico no local de destino da viagem para caso o seu funcionário apresente sintomas suspeitos da COVID-19.

Retornando da viagem, se havia alta taxa de contaminação no local, o funcionário deve monitorar eventuais sintomas por 14 dias, medindo a temperatura corporal 2 vezes ao dia.

Tenha uma sala isolada para separar qualquer pessoa que apresente sintomas. Se descobrir alguma pessoa com COVID-19, trate-a com respeito, sem estigma ou discriminação. Além disso:

  • Promova o home office, sempre que possível;
  • Elabore um plano para que o negócio continue funcionando mesmo que grande parte dos funcionários não possa trabalhar e comunique o plano aos seus colaboradores;
  • Seu plano também deve contemplar a saúde mental dos funcionários e os impactos sociais que a pandemia pode causar;
  • As pequenas e médias empresas podem desenvolver parcerias com fornecedores locais e clientes;
  • Procure ajuda das autoridades locais ou nacionais.

Devemos priorizar a identificação da população em maior risco, terminar de organizar os dados e de elaborar os planos, além de reforçar o sistema de saúde. É fundamental expandir a capacidade de testes para a COVID-19, o número de leitos disponíveis e a quantidade de EPIs para os profissionais da saúde e população em geral.

Para dar início à flexibilização do isolamento é importante ter segurança de que o sistema de saúde está pronto para combater o vírus.

Inicia-se o distanciamento social seletivo: pessoas em grupos de risco e infectados continuam em quarentena domiciliar. O poder público deve auxiliar no isolamento da população de risco que more com muitas outras pessoas. O uso das máscaras deve ser generalizado em todos os ambientes públicos.

De forma gradual, quanto mais essencial for uma atividade, mais cedo ela poderá ser retomada. Todas as atividades serão abrangidas em até 45 dias. As jornadas de trabalho devem ter horários alternados para diminuir a aglomeração nos meios de transporte e os grandes eventos continuam suspensos.

A cada 7 dias a situação deve ser reavaliada e, conforme a evolução do cenário, os protocolos poderão ser relaxados ou novamente intensificados.

Não, cada região possui particularidades e tais diferenças devem ser levadas em consideração. A retomada da atividade econômica deve se adequar às especificidades de cada região.

Todo funcionário deverá ter sua temperatura aferida na entrada do trabalho. Deverão utilizar EPIs como máscaras e luvas, manter distância de 1,5 metro das outras pessoas. Trabalharão em dias alternados e, nos primeiros meses, em jornadas de trabalho reduzidas.

Deverão ser enfatizadas pela empresa hábitos de higiene das mãos, desestimulado o contato com superfícies e objetos comuns (como interruptores, maçanetas etc.), explicadas as situações nas quais o trabalhador deve permanecer em casa, distribuídos materiais de comunicação (como pôsteres) educativos sobre a doença, seus sintomas e medidas de prevenção no trabalho e no ambiente domiciliar.

Outras medidas que podem ser tomadas:

  • Adotar barreiras físicas para separar as pessoas;
  • Modificar a disposição das salas de descanso e lanchonetes para que não haja aglomeração;
  • Indicar o número máximo de pessoas em cada local;
  • Reforçar as medidas de distanciamento social por meio de comunicação visual, como sinais, cartazes e marcações no chão;
  • Priorizar sempre o trabalho a distância (home office);
  • Escalonar os turnos para melhor distribuí-los e evitar aglomeração na empresa e nos meios de transporte;
  • Reforçar a limpeza de locais mais frequentados e objetos muito tocados;
  • Desinfetar as estações de trabalho antes e após cada turno;
  • Disponibilizar mais pontos de álcool em gel 70% para as mãos;
  • Manter ambientes bem ventilados e a limpeza adequada do ar condicionado;
  • Coletar e desinfetar EPIs reutilizáveis como macacões, luvas de couro, protetores auriculares, entre outros;
  • Selecionar um fornecedor de serviços de limpeza e desinfecção reserva para emergências.

Tratamento

Ainda não há qualquer evidência científica até o momento.

Não há qualquer evidência científica. Além disso, o produto é tóxico e sua ingestão não é recomendada.

Não há qualquer evidência científica. Além disso, também é importante ressaltar que o produto é de uso veterinário e não humano.

A ação da Ivermectina contra o novo coronavírus é apenas in vitro (teste de laboratório), portanto não há evidências de efetividade de ação em seres humanos até o momento.

Não. Porém, uma alimentação saudável e equilibrada sempre é recomendada para a manutenção de uma boa saúde.

As doses utilizadas em estudos clínicos para o tratamento da COVID-19 são superiores às utilizadas na malária. Portanto, trazem riscos maiores de desenvolvimento de efeitos colaterais.

Toda medicação deve ser prescrita por um médico. Nunca se automedique. O uso de anti-inflamatórios  hormonais, como metilprednisolona (Solucortef) está recomendado para os casos graves da doença e internados em unidades de terapia intensiva com indicações específicas. Lembre-se:  nunca se automedique!

Não há qualquer evidência científica até o momento.

Após qualquer tipo de tratamento médico, está indicada a procura de atendimento, caso não haja solução dos sinais e sintomas. Procure um médico.

Não há qualquer evidência científica até o momento.

Estudos científicos estão em andamento, pois não sabemos se a imunidade contra a COVID-19 será permanente.

Sempre evite a automedicação. Em especial, o uso de anticoagulantes deve ser prescrito e acompanhado por um médico devido ao risco de hemorragias.

Sim, não há contraindicação para uso de indapamida.

Não pratique a automedicação. Procure assistência à saúde para diagnóstico e adequado tratamento.

Não há recomendação do uso de Irvemectina como tratamento. Sabemos que este fármaco tem atividade in vitro, mas faltam estudos bem desenhados em seres  humanos.

Orientações pós-COVID-19

Sim. As evidências científicas atuais demonstram que a imunidade após a aquisição do vírus não é permanente. Testes com vacinas estão sendo realizados com pacientes que já adquiriram a doença e tudo indica que, mesmo após a aquisição da doença, é possível que exista uma rotina de imunização, talvez anual contra a COVID-19, já que os anticorpos conferidos pela vacinação talvez também não durem por toda a vida.

De acordo com as evidências científicas atuais, existe a possibilidade de uma nova contaminação pelo vírus causador da COVID-19. Já houve relatos de casos no mundo de pacientes que adquiriram 2 vezes o vírus. Portanto, todas as medidas de prevenção deverão ser mantidas, mesmo que você já tenha sido diagnosticado(a) previamente, sempre seguindo as recomendações dos órgãos sanitários.

A apresentação clínica da COVID-19 é variável, ocorrendo a presença de sintomas leves, graves ou nenhum tipo de sintoma. Caso haja uma reinfecção, é possível que o paciente fique totalmente sem sintomas (ou seja, “carregue o vírus”) e aconteça a transmissão para outras pessoas.

Sim, você pode ter o vírus, não apresentar sintomas e transmitir o vírus para outras pessoas.

Caso você apresente a COVID-19 não é necessário refazer os exames até que se obtenha um resultado negativo. Existe a indicação de necessidade de exames negativos em algumas situações específicas, como pacientes durante internação nos hospitais para a realização de cirurgias ou em algumas situações clínicas relacionadas a pacientes imunodeprimidos.

Segundo a nota técnica 7/2020 da ANVISA, o indivíduo deverá manter o isolamento:

  • Pacientes com quadro leve a moderado, não gravemente imunossuprimidos: por pelo menos dez dias desde o início dos sintomas + pelo menos 24 horas sem febre (sem uso de antitérmicos) + melhora dos sintomas.
  • Pacientes com quadro grave/crítico OU gravemente imunossuprimidos: por pelo menos vinte dias desde o início dos sintomas + pelo menos 24 horas sem febre (sem uso de antitérmicos) + melhora dos sintomas.

O que é um paciente com imunossupressão severa segundo a ANVISA?

- Pacientes em quimioterapia para câncer

- Pacientes com infecção pelo HIV e contagem de linfócitos CD4 menor que 200

- Imunodeficiência primária

- Uso de corticoides por mais de 14 dias em dose superior a 20mg de prednisona ou equivalente

Consulte seu médico para que ele realize uma avaliação detalhada de seu quadro clínico e verifique a possibilidade de algum tipo de sequela.

Sim, é importante realizar um acompanhamento médico após apresentar a doença para elucidação de dúvidas, avaliação de potenciais sequelas e necessidade de algum tipo de reabilitação ou melhor investigação nos casos de persistência de sintomas, por exemplo.

Não é indicado que o indivíduo tome todas as vacinas que forem liberadas. Vacinas nunca são isentas de efeitos colaterais. Podem ocorrer reações vacinais importantes. Sempre consulte um médico antes de receber uma vacina.

Chama-se de síndrome pós-COVID-19 o conjunto de sintomas persistentes que aparece ou continua após a infecção pelo coronavírus. Muitas pessoas não desenvolvem sintomas ou então recuperam-se plenamente, mas até 80% dos recuperados sentem ao menos um sintoma, por até quatro meses, após a recuperação da doença. Entre os mais comuns estão:

  • Fadiga, cansaço ou fraqueza
  • Falta de ar (ou dificuldade para respirar, respiração curta)
  • Dores de cabeça
  • Dores musculares
  • Queda de cabelo
  • Perda de paladar e olfato (temporária ou duradoura)
  • Dor no peito
  • Tontura
  • Tromboses
  • Palpitações
  • Depressão e ansiedade
  • Distúrbios do sono
  • Bexiga neurogênica (dificuldade de urinar de forma espontânea)
  • Dificuldades de linguagem, raciocínio e memória
  • Formigamento nas extremidades

Mal-estar, dor de cabeça e perda de olfato podem desaparecer sozinhos. Por outro lado, a Dra. Milene Silva Ferreira, gerente médica de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein, conta que, no mundo, cerca de 30% dos pacientes precisam de uma segunda internação após a recuperação da COVID-19. No Brasil, este número está em torno de 17% (caindo para 7% entre os pacientes do Einstein) e é importante ressaltar que o número cai para 0% entre os pacientes que realizam acompanhamento pós-alta no protocolo de reabilitação pós-COVID-19.

“Sintomas como fadiga, cansaço e dores crônicas agora se juntaram a incapacidades mais significativas, como dificuldades cognitivas, déficit de memória e de raciocínio e perda de equilíbrio e de força muscular”, explica a Dra. Milene.

Entretanto, não aparecem entre os sintomas persistentes mais comuns após a COVID-19, apesar de alguns pacientes terem dúvidas: dores nas costas e dores nas pernas (exceto dores musculares), problemas no ouvido, tosse seca, dor de estômago, dores no joelho, anemia e leucemia, dor na coluna e nervo ciático, tremores e calafrios e dor no coração.

Grande parte das consequências ocorre por conta do processo inflamatório exacerbado desencadeado pelo coronavírus (chamada de tempestade inflamatória). Além disso, fibroses (similares a cicatrizes) podem se formar nos pulmões, dificultando a respiração e causando diversos sintomas. A internação, em si, também pode prejudicar o corpo, pois gera perda de massa muscular, afetando a mobilidade e até mesmo a circulação. Tais pacientes podem precisar de reabilitação específica para conseguirem se recuperar com saúde.

Pessoas recuperadas da COVID-19 devem prestar atenção se não estiverem se sentindo bem. A ciência ainda investiga possíveis sequelas permanentes, entretanto a maior parte dos quadros pode ser resolvida com ajuda médica. O cuidado pós-alta é essencial para a recuperação plena.

Quando falamos em sequelas nos referimos a efeitos secundários de uma doença, entretanto, costumamos nos referir a efeitos permanentes ou duradouros. No caso das “sequelas” do novo coronavírus, preferimos chamá-las de consequências ou de sintomas persistentes, pois a ciência ainda investiga por quanto tempo podem durar tais efeitos secundários.

Não, as vacinas protegem as pessoas de desenvolverem a doença grave, não tratando de sintomas ou sequelas da COVID-19. Quem estiver apresentando sintomas de infecção pelo vírus Sars-CoV-2 (COVID-19) não deve, inclusive, tomar a vacina: somente após, ao menos, 4 semanas do início dos sintomas a vacina deve ser recebida. Se for outra infecção que não seja COVID-19, a vacina pode ser administrada após término dos sintomas e estando pelo menos por mais de 48 horas sem febre para não interferir na análise de eventos adversos após a vacina.

Fontes: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e FIESP

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