Vacinação COVID-19: central de perguntas e respostas

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Com o intuito de fornecer informações claras e confiáveis a todos, além de ajudar no combate das fake news, o Einstein compilou nesta página diversas perguntas e respostas frequentes sobre a vacina contra a COVID-19 (novo coronavírus) e outros conteúdos que também podem ser úteis.

Conteúdo da página

Dúvidas gerais sobre a vacinação / vacinas

A vacina vai reduzir o seu risco de pegar COVID-19 e evitar quadros graves e potencialmente fatais.

Neste momento os produtores mundiais das vacinas para COVID-19 disponibilizaram as vacinas apenas para os governos.

Os órgãos regulatórios internacionais e a Anvisa requerem que as vacinas tenham eficácia mínima de 50% para aprovação. Até o momento, as vacinas liberadas para uso apresentam entre 50 a 95% de eficácia. A eficácia de cada vacina é calculada avaliando a chance de uma pessoa imunizada contrair a doença. Como ainda não há relatos de eficácia 100% comprovada, mesmo depois de receber a vacina devemos manter as medidas de prevenção.

Os estudos iniciais das vacinas (estudos de fase 1 e 2) são muito focados na segurança da vacina, ou seja, se não há efeitos colaterais graves. Somente após a conclusão dessas etapas uma vacina é aprovada para estudos da fase 3, que vai avaliar a sua eficácia.

Os órgãos regulatórios internacionais e a Anvisa requerem eficácia mínima de 50% para aprovação. As vacinas disponíveis até o momento variam de 50 a 95% de eficácia, que é calculada avaliando a possibilidade de pegar ou não a doença das pessoas que receberam placebo ou a vacina. Neste momento, o mais importante é recebermos a vacina e mantermos as medidas de prevenção.

O desenvolvimento das vacinas está evoluindo muito rapidamente e com frequência novas vacinas poderão estar aprovadas para uso emergencial ou registro pela Anvisa. Até o momento, as vacinas são oferecidas de acordo com critério estabelecido pelo Ministério da Saúde, pelo Plano Nacional de Imunizações, que define quando a disponibilidade de vacinas para os serviços particulares será iniciada.
 

TIPO DE VACINA / TECNOLOGIA NOME E FABRICANTE NOME E FABRICANTE NOME E FABRICANTE
Vírus inteiros (inativados) Coronavac®/Instituto Butantan Sinovac
Proteínas subunitárias (utilizam proteína ou fragmento do vírus) NVX-CoV2373®/Novavax
Vetor viral (usa um vírus fraco geneticamente modificado) Ad26.COV2.S®/Johnson&Jonhson AZD1222®/AstraZeneca Oxford Sputinik V®/Gamaleya Institute
Vacinas genéticas (fragmento do código genético do vírus) Comirnaty ®/Pfizer Biontech mRNA-1273 ®/Moderna NIH

Cada vacina possui uma combinação diferente de ingredientes.

As vacinas para COVID-19 ficaram prontas tão rapidamente porque houve um enorme incentivo e aplicação de recursos para o seu desenvolvimento por conta da gravidade da pandemia no mundo. Ao todo, temos mais de 120 vacinas sendo estudadas.

Não, de forma alguma. O RNA mensageiro não penetra no núcleo da célula e o que define o nosso código genético é o nosso DNA.

É importante que seja verificado, antes da aplicação, se você possui alergia a algum componente.

  • Pessoas com febre (temperatura maior ou igual a 37,8°C) ou qualquer tipo de doença em fase aguda;
  • Para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação anafilática ou algum tipo de reação grave confirmada a uma dose anterior de uma vacina COVID-19;
  • Pessoas que apresentaram uma reação anafilática confirmada a qualquer componente da(s) vacina(s);
  • Pessoas que estão participando de estudos clínicos de vacina. É importante que estes indivíduos obedeçam ao seguimento do estudo.

Apesar de existirem diversos tipos de vacinas e nenhum destes ser capaz de produzir a doença, você deverá consultar o seu médico e seguir suas orientações sobre tal aplicação.

Sim. Se você está gestante, pode vacinar, mas deve antes compartilhar a decisão com o seu médico. Não há evidência de que os anticorpos produzidos pelas vacinas contra a COVID-19 causam qualquer problema na gestação, incluindo o desenvolvimento da placenta. Mulheres que estão tentando engravidar também devem ser vacinadas, pois não há evidências de problemas com fertilidade e nem indicação da realização de teste de gravidez antes de receber a vacina.

Elas são aplicadas via intramuscular no músculo deltoide (braço), em um volume de 0,5 mL, recomendando-se que cada dose seja aplicada em um braço diferente.

Não, pois independentemente do tipo de vacina, é importante minimizar o risco de contaminação e consequentemente controlarmos a pandemia. Portanto, recomendamos receber a vacina que está disponível no momento da aplicação.

Neste momento não há recomendação para tomar mais de uma vacina, mas possivelmente não haverá proibição.

Vacinas diferentes poderão ter taxas de eficácia diferentes, por exemplo, de acordo com a faixa etária.

Sim. Já há definição legal de obrigatoriedade, mas seguramente ninguém será coagido.

Este termo não existe nas publicações científicas e tem sido utilizado na mídia para caracterizar o uso de medicamentos sem atividade comprovada para o tratamento do vírus SARS-CoV-2. Fazem parte do “Kit Covid”: hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina, nitazoxanida, além dos suplementos de zinco e das vitaminas C e D.

Não há tratamento precoce ou medicamentos profiláticos para evitar a contaminação e infecção pelo vírus SARS-CoV-2. O mais importante é buscar a assistência o mais cedo possível, no início dos sintomas, para diagnóstico adequado com testes confirmatórios positivos, evitando o uso de automedicação, com adequado acompanhamento e seguimento médico.

Os riscos da utilização de medicamentos sem comprovação científica de efetividade contra a infecção estão relacionados com efeitos colaterais e interações medicamentosas que poderiam ser evitadas. Um dos efeitos colaterais descritos é a inflamação do fígado ou hepatite medicamentosa que, a depender da gravidade, pode levar à insuficiência hepática aguda. Porém, existem outros efeitos colaterais, como arritmias cardíacas (alteração do ritmo cardíaco) e reações na pele, representadas pelo surgimento de inchaços e vermelhidão com ou sem prurido.

Intoxicação medicamentosa é um efeito colateral pelo uso de medicamentos, principalmente quando ocorre inadequação na indicação, posologia (modo de usar) e duração do uso de determinado medicamento. A intoxicação medicamentosa pode se manifestar através de alterações em diversos órgãos e sistemas do corpo humano, como: coração, pulmão, cérebro, rins, fígado, pele, olhos etc.

Assim como qualquer outro tratamento, o paciente não é obrigado a usar o “kit covid”. O mais importante é buscar a assistência médica o mais precoce possível para o melhor acompanhamento e indicação das formas de tratamento com comprovação científica.

Existe um medicamento com atividade antiviral comprovada para o SARS-CoV-2, aprovado pelo FDA e já em bula, chamado Remdesivir (somente indicado para uso intra-hospitalar). Os demais tratamentos têm como alvo o controle do processo inflamatório da doença, sendo eles: corticoides e inibidores de interleucina 6 (tocilizumabe, por exemplo), bem como alvo na melhor resposta imunológica com o uso de anticorpos chamados monoclonais: casirivimabe e o imdevimabe (aprovação pela ANVISA como uso emergencial em 20/04/2021). É fundamental ressaltar a importância do suporte clínico e multidisciplinar para o tratamento da COVID-19, como por exemplo, equipe de fisioterapia, equipe de nutrição, equipe de enfermagem, equipe de fonoaudiologia, equipe da psicologia, todas treinadas e capacitadas, além de estrutura com equipamentos para ventilação não invasiva e invasiva, suporte hemodinâmico e dialítico de terapia intensiva, no caso de pacientes graves.

A recomendação é estar de máscara, pois todos devem usar neste momento de pandemia; de óculos de proteção ou faceshield, para proteger os olhos; e higienizar as mãos antes e depois de cada aplicação. Em alguns lugares, os profissionais podem usar luvas e avental de procedimento, mas esses itens são opcionais.

Sobre a primeira dose

Não, as vacinas não transmitem o novo coronavírus.

A prioridade de vacinação foi baseada em critérios de risco de complicações e mortalidade pela COVID-19. Inicialmente, os profissionais da área da saúde foram vacinados, pois estes têm maior risco de contaminação pelo vírus por estarem em contato direto com pacientes suspeitos e confirmados. Na sequência, considera-se a idade da população e a presença de comorbidades; os mais idosos e as pessoas com doenças crônicas têm preferência por apresentarem maior risco de complicações pela doença.

Os profissionais da saúde correm o maior risco de contaminação da doença por estarem em contato direto com os pacientes suspeitos ou confirmados. Por isto, é obrigação, como cidadãos, que os profissionais da saúde se vacinem neste momento. Isso não apenas os protegerá, mas também fornecerá proteção a nossos familiares e amigos, a todos os pacientes e à comunidade. Vacinar é um ato de amor e cidadania.

Não é recomendado tomar uma dose de uma vacina e a segunda dose de outra, pois ainda não sabemos a eficácia da “combinação”. Lembrando que a eficácia é garantida conforme o uso descrito em bula pelo imunizante/vacina. Assim, no caso da CoronaVac e a de Oxford, a recomendação são duas doses.

Há estudos que indicam que as vacinas são seguras para as grávidas. Procure seu médico para a realização do pré-natal.

Procure seu médico para uma avaliação clínica. A partir de exames, ele poderá responder se há infecção ou apenas reação à vacina. No caso de infecção pela COVID-19, pode ser que você tenha se contaminado com o vírus antes de receber a vacina e estivesse em período de incubação (que é de até 14 dias) e somente depois desenvolveu a doença.

Siga a orientação do seu médico para acompanhamento do quadro. Para receber a segunda dose, deverá aguardar no mínimo 30 dias do exame positivo (ou do início dos sintomas).

Você deve aguardar 14 dias de intervalo caso tenha recebido qualquer outra vacina.

Você deve receber a vacina com um intervalo de 30 dias para que não haja interferência na resposta imunológica.

Você pode apresentar alguns sintomas semelhantes a uma gripe leve, mas eles vão passar em 24 a 48 horas. Isto é perfeitamente normal e demonstra que seu organismo está construindo proteção; a intensidade pode ser maior ou menor de acordo com o seu sistema imunológico.

Algumas pessoas não apresentarão efeitos colaterais. Procure atendimento médico caso apresente alguma reação severa ou que não haja melhora em 48 horas.

A maioria das pessoas não apresenta reações adversas ou efeitos colaterais. Entre os que acontecem, os mais comuns estão relacionados ao local de aplicação da vacina, como dor local, vermelhidão, pequeno inchaço e coceira. Também pode apresentar alguns sintomas semelhantes a uma gripe leve, acompanhada de dor de cabeça e mal-estar, que desaparecem em 24 ou 48 horas. Isso é perfeitamente normal e não é motivo de preocupação; a intensidade pode ser maior ou menor de acordo com cada indivíduo. Não havendo melhora em até 48 horas ou com o aparecimento de reação severa, procure atendimento médico para avaliação.

São comuns os efeitos colaterais chamados leves nas primeiras 24 horas após a aplicação da vacina. O atendimento presencial é importante quando os sinais e sintomas persistirem ou se agravarem.

Você deverá procurar ajuda médica imediata se apresentar uma reação alérgica severa (falta de ar, presença de manchas ou bolhas na pele, convulsões, perda de consciência).

Analgésicos comuns (dipirona e paracetamol) e anti-inflamatórios não hormonais, como ibuprofeno, naproxeno, nimesulida etc., podem ser utilizados após a vacina contra a COVID-19. Porém, anti-inflamatórios hormonais como corticoides, por exemplo, prednisona, prednisolona, deflazacorte, dexametasona etc., podem interferir com a resposta imunológica e eficácia das vacinas, devendo ser evitados como proposta analgésica.

A maioria das vacinas disponíveis hoje requerem a aplicação de 2 doses, com intervalos variáveis. Exceto pela vacina da Janssen, que é de dose única.

Sim, e não há a necessidade de dosar a presença de anticorpos previamente. Vale lembrar que existem evidências de recontaminação pelo novo coronavírus, por isto a importância da vacinação. O Plano Nacional de Imunização recomenda que indivíduos que já tiveram COVID-19 devem aguardar 30 dias para receberem a vacina.

No momento as vacinas estão sendo disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e aplicadas pelo Programa Nacional de Imunizações. Todas são seguras e eficazes.

Neste momento não é possível escolher qual vacina tomar. Recomendamos que todos os elegíveis para a vacinação (de acordo com o recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações) recebam a vacina (independentemente de qual vacina seja).

Sobre a segunda dose

MUITO IMPORTANTE: deveremos manter as regras de prevenção com o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social, mesmo quem já tenha recebido a vacina, uma vez que os cientistas ainda não possuem todos os dados de como e por quanto tempo a vacina conferirá proteção.

Os especialistas estão estudando as respostas da imunidade natural e da imunidade induzida pela vacina.

Os especialistas ainda não sabem este valor para a COVID-19, portanto devemos, mesmo após vacinados, manter as medidas de prevenção contra a doença.

Todas os produtores de vacinas estão analisando esta possibilidade e os órgãos de vigilância orientarão a população caso as pessoas tenham que ser revacinadas.

Sim, os exames de sorologia e pesquisa de anticorpos neutralizantes podem ser positivos, pois demonstrarão que seu sistema imunológico está reagindo e desenvolvendo proteção contra o vírus.
Já o exame de PCR não terá resultado positivo. A presença do PCR positivo (coletado por narina e boca) indica infecção aguda pela transmissão pessoa a pessoa, portanto não pode ser secundária à vacinação.

Nada muda após as 2 doses da vacina: DISTANCIAMENTO SOCIAL, USO DE MÁSCARA e HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. É necessária a vacinação do maior número possível de pessoas para que o vírus pare de circular e para que possamos de fato afrouxar as medidas de prevenção. Portanto, a vacina não significa que você possui um passaporte da imunidade.

Lembre-se: nenhuma vacina é 100% eficaz. A vacinação vai diminuir as chances de você desenvolver as formas graves da doença, de acordo com os estudos publicados até o momento.
Sabemos que novas variantes surgem a todo o momento e que as empresas estão desenvolvendo estudos para entender a eficácia nos novos casos de contaminação.

Estudos estão em andamento para determinar se uma pessoa vacinada pode ou não transmitir o vírus. Portanto, mantenha as medidas de prevenção com o distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos.

A resposta é: sim. A vacinação vai diminuir as chances que você tenha as formas graves, de acordo com os estudos publicados até o momento. Porém, sabemos que novas variantes surgem a todo o momento e que as empresas que fabricam as vacinas estão tentando entender os reflexos destas variantes na resposta vacinal.

Não. Os cientistas ainda não possuem todos os dados de como e por quanto tempo a vacina conferirá proteção. As medidas de prevenção devem ser mantidas e nada muda com a vacinação. O momento de relaxar tais medidas será orientado pelos órgãos de vigilância no momento correto. Ou seja, mesmo após as 2 doses da vacina, mantenha as medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.

Ainda não sabemos, mas provavelmente sim. A razão é que as vacinas ainda não foram adequadamente estudadas com este desfecho: redução da transmissão.

Nada muda com as 2 doses da vacina. Mantenha as medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.

Não há problemas, porém, fique atento o máximo possível para manter a indicação da data da segunda dose para garantia da eficácia.

A Nota Técnica Anvisa 12/2021 orienta que a doação pode ser realizada 48 horas após o indivíduo receber a Coronavac e 7 dias após as demais vacinas.

Ainda não sabemos, mas provavelmente não. Medidas como o distanciamento social, uso de máscara de proteção e higienização das mãos deverão ser mantidas.

Vacina contra COVID-19 no Einstein

A Clínica de Imunização do Einstein acompanha atentamente o mercado, mas no momento não há previsão de vacinas contra a COVID-19 para clínicas privadas.

Não. No momento toda a vacinação será conduzida pelo Ministério da Saúde.

Prevemos que, quando a vacina estiver disponível para o serviço particular, possa ser aplicada em domicílio.

Sim, quando a vacina estiver disponível para os serviços particulares. Ainda não há previsão.

Vídeos e outros conteúdos

Playlist com vídeos do Einstein sobre a vacinação contra a COVID-19

Equipe:

  • Dr. Luiz Vicente Rizzo, diretor superintendente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Einstein
  • Dr. Alfredo Giglio, coordenador da Clínica de Imunização do Einstein
  • Dr. Luis Fernando Aranha, gerente de Pesquisa Clínica do Einstein

Referências:

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