Emocional pode “colaborar” com a disfunção temporomandibular

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Estresse, ansiedade, incertezas em meio à pandemia podem piorar quadro da doença, que afeta 30% da população.

Por dra. Rita Narikawa, cirurgiã plástica e cranio-maxilo-facial do Hospital Israelita Albert Einstein/ CRM-SP 125.027 

O momento de incertezas e preocupações em que vivemos afeta a todos. Para alguns, cerca de 30% da população, porém, a situação é agravada por dores físicas. Pacientes com disfunção temporomandibular são afetados diretamente por situações de estresse, explica a cirurgiã plástica e cranio-maxilo-facial do Hospital Israelita Albert Einstein, dra. Rita Narikawa. “Sabemos que em situações como a que vivemos, os pacientes com predisposição a doença tendem a exibir sintomas dolorosos.”

Entre as dores que podem piorar por conta da tensão emocional estão: as dores de cabeça ao acordar, dor para mastigar e a sensação de cansaço. “Gera tensão muscular (a tensão emocional) e desencadeia esses sintomas, por vezes (acompanhados) com a piora do bruxismo.”

Segundo a dra. Rita, manter a saúde mental é fundamental para evitar e lidar com a disfunção temporomandibular em meio à pandemia. “Procure estabelecer uma rotina de cuidados diários, se possível incluindo algum exercício físico. Mantenha contato com família e amigos também. É fundamental. E, caso seja necessário, busque ajuda profissional, sem preconceitos.”

Para os pacientes que já têm o diagnóstico é importante manter o tratamento mesmo em casa. “Isso inclui massagens na musculatura da face, exercícios de fisioterapia, bolsas de calor e frio. E ainda, se tiver diagnóstico de bruxismo, fazer uso da placa de dormir religiosamente”, afirma a médica.

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