Gravidez e salto alto

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Tipo de sapato deve ser evitado durante a gravidez. Nosso cirurgião do pé e tornozelo explica o motivo

Por Dr. Marcelo Pires Prado, ortopedista, traumatologista e cirurgião do pé e tornozelo do Hospital Israelita Albert Einstein / CRM SP 72 817

Durante a gravidez a mulher desenvolve alterações hormonais que são responsáveis pela preparação do organismo para o desenvolvimento do bebê e para seu nascimento.

Uma das alterações é o “amolecimento” das estruturas ligamentares, que tem como objetivo permitir que a bacia e o sacro (um osso grande e triangular localizado na base de nossa coluna vertebral) se movimentem para dar passagem ao bebê durante o parto.

Essa alteração não ocorre apenas nos ligamentos da bacia, mas sim em todas as estruturas ligamentares do corpo, o que provoca uma situação de certa instabilidade articular que pode favorecer a ocorrência de entorses.

Outra mudança é o aumento do peso corporal, que muda o centro de gravidade do corpo, alterando o equilíbrio e a postura da mulher para andar. Sendo assim, nota-se que vários fatores colaboram para que a mulher tenha um prejuízo no equilíbrio e uma facilidade em sofrer torções.

O calçado de salto mais alto (acima de 5 cm) e finos, coloca o pé em uma posição forçada, com uma área de apoio diferente do normal. Ao invés de apoiar em toda a planta do pé, o peso é deslocado para a pequena área que fica abaixo dos dedos. Essa posição provoca sobrecarga na região abaixo dos dedos, prejudicando o equilíbrio.

Isso aumenta a possibilidade de eventos traumáticos como, por exemplo, entorse do pé e do tornozelo e aumenta a chance de desenvolver lesões por sobrecarga na parte anterior do pé.

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