Gripe H1N1: principais informações

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O subtipo do ​​vírus influenza A H1N1 é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus da gripe aviária, do vírus da gripe suína e do vírus humano da gripe. Sua forma de transmissão se dá de uma pessoa para outra pelo contato com secreções respiratórias, partículas de saliva, tosse ou espirro. E, de acordo com o OMS, também é possível a transmissão pelo contato com superfícies contaminadas.​​

Após o surto de “gripe suína” em 2009 muitas pessoas foram atingidas e ficaram totalmente ou parcialmente imunes. Atualmente temos um novo grupo de pessoas, que não foram expostas ao vírus, ou que já apresentam uma queda de imunidade. Esse atual grupo corre risco de gerar uma nova epidemia caso não tenha prevenções ou tratamento adequado. 

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, e se apresentam como febre repentina (acima de 38°C), dor de garganta, associado a dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações, coriza e falta de apetite. Sintomas respiratórios como tosse e piora da asma para asmáticos também são comuns. Algumas pessoas também podem apresentar diarreia e vômitos. É recomendado que os pacientes que apresentarem sintomas que envolvam secreções nasais, tosse ou espirro recebam máscara cirúrgica com o intuito de evitar a transmissão do vírus. Os adultos podem transmitir a doença no período de sete dias após o aparecimento dos sintomas. Nas crianças, este período vai de dois dias antes até 14 dias após aparecerem os sintomas.

Para confirmar o diagnóstico de H1N1, é necessário realizar teste laboratorial específico.

Já o tratamento é feito com uso de medicamento fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) nas primeiras 48 horas após aparecerem os sintomas, com duração de cinco dias. Não há contra indicação de medicamentos para este tipo de gripe.

A melhor forma de prevenir é recebendo a vacina contra a gripe H1N1. Porém, cuidados de higiene também são importantes, como:

• Lave bem as mãos com água e sabão e utiliza álcool gel com frequência

• Evite colocar as mãos nos olhos, boca e nariz após contato com superfícies

• Não compartilhe objetos de uso pessoal

• Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar

• Evite locais fechados e com muitas pessoas presentes

• Evite beber água em bebedouros públicos. Utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal

Perguntas e respostas sobre vacina contra a gripe H1N1

Não, basta dirigir-se a uma das unidades do Centro de Imunizações. O estoque das unidades é conforme disponibilidade da vacina.

A vacina trivalente compreende duas cepas do vírus Influenza A e uma cepa do vírus Influenza B. A tetravalente contempla duas cepas de Influenza A e duas de Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nas duas vacinas.

Os pacientes que tomam medicação que altere a imunidade (como corticoides ou imunossupressores) podem não ter uma boa resposta com a vacina, mas não estão contraindicados para recebê-la.

Todas as crianças abaixo de nove anos de idade, que estejam tomando a vacina para Influenza A H1N1 pela primeira vez, devem receber duas doses com um mês de intervalo.

A vacina pode ser aplicada em crianças acima de 6 meses de idade. A vacina quadrivalente é indicada para maiores de 3 anos.

Se a pessoa estiver sem febre, pode tomar a vacina.

Pessoas com doença febril aguda, pessoas com doença neurológica em atividade, ou aquelas com antecedentes de alergia grave a componentes do ovo, ao timerosal (Merthiolate®) e à neomicina. Nos casos de doença febril aguda, passada esta fase, a vacina poderá ser administrada normalmente.

Sim. Conforme orientação do Ministério da Saúde, publicada em nota técnica de Nº 05/2010, que descreve a estratégia de vacinação contra o vírus Influenza A (H1N1), as gestantes, por constituírem um grupo de alto risco para complicações graves, devem ser vacinadas, independente da sua idade gestacional. Recomenda-se aconselhamento prévio com o seu obstetra.

Quem amamenta pode tomar a vacina. Não existem contraindicações formais para a administração da vacina em mulheres que se encontrem amamentando.

A principal contraindicação é alergia grave a ovo.

Os efeitos colaterais mais comuns são: dor local, febre baixa e mal-estar nas primeiras 48 horas após a aplicação.

A vacina das clínicas particulares é trivalente, ou seja, tem a da influenza H1N1 associada a duas para influenza sazonais (H3N2 e B).

Não. As vacinas serão disponibilizadas conforme o estoque.

Sim, desde que tenha mais de seis meses de idade e não haja contraindicação.

A vacina que o Hospital Israelita Albert Einstein disponibiliza aos pacientes é de origem francesa, do laboratório SanofiPasteur e também temos de origem alemã do laboratório GSK.

Os componentes da vacina quadrivalente são: 2 cepas da Influenza A (H1N1 E H3N2) e 2 cepas de Influenza B.

A vacina é produzida por vírus inativados (vírus mortos e fracionados). Não existe, portanto, o risco de se adquirir gripe por meio da vacina.

A proteção começa a existir aproximadamente após duas semanas (15 dias) da administração, prolongando-se por cerca de um ano.

Infelizmente, por limitações operacionais, não há como viabilizarmos esta ação. Porém, para Unidade Morumbi, temos uma lista online​ que informa sobre a disponibilidade das vacinas no local.

Infelizmente não há como viabilizarmos esta ação.

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