Hepatite A: principais informações

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Entenda melhor as particularidades da Hepatite A, que é menos popular do que a Hepatite B

Por Dr. Alfredo Elias Gilio, coordenador da Clínica de Imunização do Hospital Israelita Albert Einstein / CRM SP 34 115

É uma doença viral aguda do fígado, causada pelo vírus da Hepatite A.

O período de incubação é de duas a quatro semanas e a doença se inicia com:

  • Febre
  • Falta de apetite
  • Náuseas
  • Dores abdominais

Muitos contaminados são assintomáticos, nada sentem ou sentem poucos sintomas. Estes casos leves são mais comuns em crianças: adultos costumam ser mais sintomáticos. A urina fica escura e as mucosas amarelas, o que a gente chama de icterícia. Crianças até 6 anos, como dito anteriormente, são menos sintomáticas e algo como 10% ficam ictéricas; no caso de adultos, 70% ficam ictéricos.

Tipos

Existem diversos tipos de hepatite, mas apenas um chamado Hepatite A.

Doença infecciosa causada por um vírus.

É transmitida, normalmente, por meio da ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo o vírus.

O diagnóstico é feito com testes sorológicos, onde é medido o número de enzimas hepáticas, como as transaminases. O diagnóstico sorológico detecta anticorpos da classe IgM na fase aguda e depois IgG quando passa dessa fase. Você só tem Hepatite A uma vez, já que a doença se imuniza em nosso corpo.

O único recurso rápido de saúde pública para prevenir ou controlar surtos é a vacinação. A vacina também é fundamental em pacientes com doenças hepáticas crônicas por outras causas, já que estes indivíduos, se tiverem Hepatite A, podem desenvolver formas graves da doença.

A Hepatite A leva à insuficiência hepática grave em menos de 1% dos casos, mas existem casos onde ela é fulminante e a única opção para manter a pessoa viva é o transplante hepático. Não estão disponíveis remédios antivirais contra este vírus.

Neste surto atual, predominam pessoas que praticam sexo anal sem proteção e que não se vacinaram contra a Hepatite A. A vacina só entrou na rotina da Secretaria da Saúde recentemente e há um grande contingente de adultos que não foram vacinados. A melhora da situação sanitária de São Paulo, com água segura e coleta de esgotos fez com que muitos adultos nunca tivessem contato com o vírus na infância, quando a doença é mais leve, e eles estão suscetíveis à infecção.

A prevenção é possível com um gesto simples: a lavagem das mãos, principalmente antes de manusear alimentos. O saneamento básico, cuidados no sexo anal para evitar contaminação oral e de mãos e principalmente a vacinação, também são formas de prevenção.

A vacina é aplicada em duas doses e leva a presença de anticorpos tipo IgG no sangue. É uma vacina com vírus inativado. A vacina faz parte do calendário infantil a partir dos 12 meses de idade. Quem não foi vacinado quando criança pode fazer o exame sorológico e, se não mostrar anticorpos, pode e deve ser vacinado. A vacina não oferece riscos.

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