Hipertensão Arterial: conheça a importância da prevenção e tratamento para a condição

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Por Arthur Pires*

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26 de abril) é a data em que especialistas do país inteiro compartilham informações com o intuito de reforçar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para a Hipertensão Arterial, também conhecida como pressão alta.  

Para conhecer mais sobre essa doença e compreender a importância desse dia para o cuidado com a saúde, confira a entrevista com Antônio Carlos Bacelar, médico cardiologista e referência da unidade coronariana do Hospital Israelita Albert Einstein. 

O que é a Hipertensão Arterial? 

A Hipertensão Arterial é caracterizada pela elevação da pressão sanguínea e atinge mais da metade da população acima de 60 anos, sendo a prevalência ligeiramente maior entre os homens, segundo Bacelar. De acordo com o especialista, a condição pode causar ainda outras doenças, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), e o infarto do coração.  

Causas 

A Hipertensão Arterial está relacionada a hábitos e estilos de vida, e tem maior prevalência em pacientes obesos, sedentários, tabagistas, e que fazem consumo elevado de álcool. Por isso, a adoção de um estilo de vida saudável é fundamental para a prevenir a doença. 

Prevenção  

Existem algumas medidas que podem ser adotadas para prevenir a Hipertensão Arterial. São práticas como: 

  • Fazer atividade física regularmente;  
  • Perder peso;  
  • Fazer a manutenção adequada do peso;  
  • Ter uma dieta saudável (em especial evitando o consumo excessivo de sal); 
  • Reduzir o consumo de bebida alcoólica; 
  • Evitar o tabagismo;  

Além dessas medidas, Bacelar cita que o manejo adequado do estresse desempenha importante papel para prevenir a Hipertensão Arterial. “Têm estudos e pesquisas que sugerem que a adoção de medidas que ajudam a reduzir o estresse também ajuda a baixar a pressão arterial. Isso pode ser conseguido através de técnicas de meditação, yoga, mindfullnes”, explica. 

Sintomas 

A maioria dos pacientes com a pressão alta não apresenta sintomas, mas pode haver exceções. Segundo Bacelar, nesses casos os sintomas mais comuns são: 

  • Dores de cabeça; 
  • Sensação de peso na cabeça; 
  • Palpitação no coração (sensação de o coração bater mais forte); 

“Por isso, é importante que, sempre que você for para o médico ou para algum serviço de saúde, você peça para aferir a pressão arterial”, alerta o especialista, apontando para o fato de a doença muitas vezes não apresentar sintomas.  

Fatores de risco 

A Hipertensão Arterial está associada a alguns fatores de risco, como: 

  • Genética; 
  • Obesidade; 
  • Sedentarismo; 
  • Tabagismo;  
  • Consumo elevado de bebida alcoólica. 

“Se você tem algum parente de primeiro grau que é hipertenso, você tem um risco maior de se tornar hipertenso também”, esclarece o cardiologista.

Complicações 

A Hipertensão Arterial é a principal causa para o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e para o ataque cardíaco. Além dessas doenças, o especialista cita outras complicações, que são menos comuns, como: 

  • Doenças no rim; 
  • Alterações visuais;  
  • Doenças neurológicas, como a demência;  
  • Entupimento de artérias do corpo.  

“Isso já denota a importância de fazer um diagnóstico e um controle adequado naqueles pacientes que são hipertensos”, afirma. 

Diagnóstico 

O diagnóstico do quadro de Hipertensão é baseado em aferições repetidas da pressão arterial. “A gente nunca deve fazer um diagnóstico de hipertensão arterial baseado, por exemplo, em apenas uma medida alterada no consultorio”, explica.  Segundo Bacelar, podem existir casos que deixam dúvidas em relação ao diagnóstico. “Tem um efeito conhecido como ‘hipertensão do jaleco branco’ ou ‘efeito do jaleco branco’, onde algumas pessoas, toda vez que procuram um médico ou um serviço de saúde, ficam com a pressão arterial mais elevada, mas quando ela está fora do consultório a pressão é normal”, explica. 

Em casos de dúvida, é realizado um exame chamado Mapeamento Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), em que o paciente fica 24 horas com um aparelho de pressão preso ao corpo fazendo uma séria de aferições da pressão ao longo desse período para apontar possíveis momentos de picos e alterações.

Além desse exame, existe também o Mapeamento Residencial da Pressão Arterial (MRPA) em que o paciente deve seguir um protocolo de aferições durante uma semana, geralmente pela manhã, logo após acordar, e a noite, quando está se preparando para dormir. Os dados são anotados em um relatório que deverá ser apresentado ao médico.

Tratamento 

O tratamento é dividido em duas partes: medicamentoso, utilizado de acordo com o perfil de risco do paciente no momento do diagnóstico e o não-medicamentoso, baseado em medidas de prevenção. 

*Sob orientação da jornalista Fernanda Bassette

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