Meningite: principais informações

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Doença tem vários tipos e intensidades; vacinas e cuidados de higiene podem fazer toda a diferença

Por Dr. Alfredo Elias Gilio, coordenador da Clínica de Imunização do Hospital Israelita Albert Einstein / CRM SP 34 115

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As meninges são membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A inflamação dessas membranas é a meningite. Bactérias, vírus e fungos, quando atingem as meninges, causam a inflamação que pode se espalhar por todo o sistema nervoso central.

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Os sintomas dos três tipos de meningite são parecidos. O que vai diferenciar uma da outra é a intensidade e a rapidez com que o quadro clínico evolui. Por isso, é importante consultar um médico assim que os sintomas começarem a aparecer.

Quando a bactéria atinge as vias respiratórias, ela passa do nariz para o sangue e é levada ao cérebro, onde estão as meninges. Aí acontece a infecção. Em pouco tempo, aparecem os sintomas: febre alta, vômitos, dor na cabeça e no pescoço, mal-estar e dificuldade de encostar o queixo no peito. Em alguns casos aparecem manchas arroxeadas que significam que as bactérias estão circulando pelo corpo, ou seja, há uma rápida disseminação da doença pelo organismo, podendo causar uma infecção generalizada.

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As mais comuns são as virais e as bacterianas. As primeiras são, em geral, brandas e podem acometer tanto adultos como crianças. Os sintomas são muito parecidos com os de gripe, pois o doente tem febre e dor de cabeça. A nuca fica rígida e dolorida. A maioria das meningites virais evolui sem grandes problemas e o tratamento é igual ao da gripe, com antitérmicos e analgésicos.

Automedicação nunca. Esperar a evolução do quadro em casa é correr sérios riscos.

Os três tipos de meningites bacterianas mais comuns são causadas pelas bactérias meningococos, pneumococos e Haemophilus. Das três, a meningocócica é a única contagiosa — transmissível pela via respiratória e também a mais terrível por ter a evolução do quadro clínico mais rápida. Já a pneumocócica e a Haemophylus acontecem com menos frequência, pois as vacinas existentes são bastante eficazes na prevenção desses dois tipos.

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Determinados vírus e bactérias causam a inflamação das meninges.

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O contato com um paciente com meningite meningocócica é fator de risco para desenvolver a doença. Além disso, problemas no sistema imunológico, trauma craniano e fístula liquórica são fatores de risco para meningite pneumocócica.

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Somente o médico pode diagnosticar qual o tipo de meningite está instalada no organismo. Um exame do líquido cefalorraquidiano, puncionado da espinha, aponta qual agente infeccioso está no organismo. Com base nesse exame e nos sintomas, o médico indicará o tratamento correto.

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O tratamento depende da bactéria que a causa. É feito com antibióticos e, em geral, funciona muito bem, mas meningite meningocócica é uma das raras doenças infecciosas que pode matar em menos de 24 horas — e ainda mata.

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A vacina contra o Haemophilus influenzae já faz parte do programa oficial de vacinação e tem reduzido drasticamente o índice dessa doença como, também, sinusite e otite que são causadas pela mesma bactéria. Contra o pneumococo, a vacina também existe e faz parte do calendário de rotina das crianças.

As vacinas meningocócicas para os meningococos mais comuns estão disponíveis e são bastante eficazes. No calendário do Programa Nacional de Imunizações, a vacina para o meningococo C está disponível e é utilizada aos 3 meses, 5 meses e reforço aos 12 meses. Na Clínica de Imunizações do Hospital Israelita Albert Einstein utilizamos a vacina para os meningococos ACWY e também a vacina para o meningococo B.

Muitas escolas param as aulas quando há algum caso de meningite entre os alunos. Essa medida depende do tipo de meningite, e não é indicada nos casos de pneumocócica ou Haemophilus.

Entretanto, algumas medidas simples podem ser tomadas para prevenir o contágio, especialmente em casos de surto. Evitar ambientes abafados onde há aglomeração de pessoas e lavar bem talheres, copos e pratos.

Quanto ao contágio da meningite meningocócica também é recomendado que pessoas que estiveram próximas a pacientes infectados utilizem medicamentos (no caso, antibióticos) como prevenção.

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