Quais os tipos de parto? A grávida pode escolher entre eles?

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A variedade de tipos de parto é pequena, mas os métodos são eficientes para a grande maioria dos casos

Por Dra. Romy Schmidt Brock Zacharias e Dr. Romulo Negrini, pediatra e ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein / CRM SP 94 608 e CRM SP 113 055

Grosso modo, há dois tipos de parto: vaginais e cesarianas. Os partos vaginais ainda se dividem em normais e assistidos. Dentro dos partos normais, destacam-se os naturais, em que nenhuma intervenção é realizada, sequer acesso venoso.

Os vaginais assistidos são aqueles em que se usa instrumental para facilitar a saída do bebê que está quase completando o seu trajeto, mas isso não ocorre, comprometendo seu bem-estar. Tal instrumental pode ser fórcipe ou vácuo-extrator (ventosa acoplada à cabeça do bebê).  Embora os instrumentais possam parecer agressivos, a necessidade de seu uso é eventual e eles permitem o rápido desprendimento do bebê em sofrimento, em velocidade maior do que se conseguiria ao mudar o procedimento para cesariana.

A cesariana, como bem conhecida, é a retirada do bebê por um corte na barriga.

A mulher pode decidir qual tipo de parto ela quer?

Conforme resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) é permitida à mãe a escolha da via de parto no pré-natal, desde que devidamente informada dos riscos e benefícios. Em caso de cesárea eletiva (quando se opta por este tipo de parto), sem doença materna ou fetal, esta deve ser realizada apenas após 39 semanas, quando os riscos para o bebê reduzem substancialmente.

Quando a mulher não pode escolher o tipo de parto?

Apenas em casos emergenciais que envolvam risco de vida iminente da mãe ou do bebê, como em descolamentos de placenta, por exemplo.

Um parto pode deixar sequelas permanentes?

A dor de cabeça pós-cesárea, conhecida como cefaleia pós-raqui, está associada ao procedimento anestésico e é autolimitada. A cesariana, a exemplo da episiotomia, pode gerar dores crônicas no local do corte, mas não são comuns; cesarianas repetidas aumentam risco de placenta baixa ou grudada no útero em gestações futuras.

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