Tétano: principais informações

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Apesar de rara porque a maioria das pessoas é vacinada, o tétano ainda pode ser letal.

Por Dr. Jacyr Pasternak, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein / CRM SP 11 034

O tétano é uma doença infecciosa aguda, porém não contagiosa. Hoje em dia a doença é rara e ocorre somente em pessoas que não se vacinam ou em idosos que foram vacinados há muito tempo e perderam a imunidade.

A doença essencialmente é uma série de contrações musculares violentas, especialmente na mandíbula e pescoço, mas também pode causar alterações miocárdicas.

A doença também era comum no Brasil em recém-nascidos, quando o Clostridium colonizava a ferida umbilical — chamado de tétano neonatal.

Causada por uma toxina da bactéria Clostridium tetani, também induzida por uma alteração genética dentro da bactéria.

A infecção pode ocorrer em pessoa não vacinada por qualquer ferida, mas aquelas que têm corpo estranho oferecem mais risco, já que o germe é anaeróbio e feridas com corpo estranho mantêm anaerobiose.

O diagnóstico de tétano é puramente clínico: no momento em que a doença aparece, dificilmente o patógeno é encontrado na ferida.

Nos ferimentos de pessoas não vacinadas pode ser utilizada a imunoglobulina humana antitetânica ou o tradicional soro antitetânico obtido de cavalos que, entretanto, tem muito mais risco de efeitos colaterais. Antibióticos são usados nos casos de ferimento, mas isoladamente eles não evitam o tétano: a toxina já formada se prende ao sistema nervoso, onde os antibióticos não são eficazes.

O tratamento é complexo, feito em UTI com monitorização, com benzodiazepínicos e até curarização, porém nem todos sobrevivem. Existem tétanos mais sutis em pessoas já vacinadas que se restringem à rigidez muscular em poucos músculos, dificultando o diagnóstico.

A profilaxia é feita com vacina. Deve começar na vacinação da grávida antes do parto, depois seguir a caderneta de vacinação (ela é parte da vacina tríplice) e continuar a ser aplicada em adultos a cada 10 anos.

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