A niacina é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, também conhecida como vitamina B3 ou ácido nicotínico. Ela está presente em diversos alimentos de origem animal e vegetal, como carnes, peixes, cereais integrais, leguminosas, sementes e cogumelos.
Esse nutriente também é sintetizado pelo organismo a partir do triptofano, um aminoácido presente em alimentos como cacau, banana, ovo, leite, soja, grão-de-bico, arroz integral, brócolis, sementes e grãos, além das carnes vermelhas e peixes.
A seguir, saiba mais sobre as funções da niacina e a suplementação:
Para que serve?
Essa vitamina desempenha papel essencial no metabolismo energético, na síntese de DNA e em diversas funções celulares. Ela também está associada ao controle do colesterol e é importante para a função cognitiva, especialmente quando combinada com outras vitaminas do complexo B, como B6 e folato (B9).
É preciso suplementar?
A recomendação para ingestão diária pela alimentação é de 16 mg de niacina para homens adultos e de 14 mg para mulheres adultas, o que pode ser facilmente obtido por meio de uma dieta saudável e balanceada. Para se ter uma ideia, um filé de peito de frango de 100 gramas pode ter de 7 mg a 24 mg da vitamina.
A suplementação na forma de ácido nicotínico ou niacinamida, em cápsulas, serve para reposição nutricional apenas quando há alguma deficiência constatada. Estudos recentes, porém, questionam os benefícios cardiovasculares em longo prazo, especialmente em pessoas que já utilizam estatinas.
Quem deve suplementar?
A prioridade para obtenção da niacina deve ser sempre através da alimentação, mas para quem tem absorção prejudicada dessa vitamina pode ser necessário fazer a suplementação, sempre sob orientação médica. Ela é indicada para tratar a pelagra, causada por deficiência de niacina ou de triptofano, caracterizada por dermatite, diarreia e demência.
Também pode ser indicada na doença de Hartnup, uma condição genética rara que afeta o metabolismo de aminoácidos, e na síndrome carcinoide, que se refere a um conjunto de sintomas causados por tumores neuroendócrinos em estágio avançado, podendo prejudicar a produção endógena da niacina.
Existem contraindicações no consumo de niacina?
A alimentação dificilmente leva a uma superdosagem, mas a suplementação só deve ser feita com orientação médica. Isso porque, em excesso, a niacina gera riscos ao fígado por toxicidade, além de problemas gastrointestinais – como vômito, diarreia, dor abdominal – e até danos cardíacos e à pele. A suplementação também foi associada a desequilíbrios no metabolismo energético, dano e morte celular.
Ela pode interagir com medicamentos usados para controlar a pressão arterial e o diabetes. Quem tem essas doenças crônicas, bem como problemas cardiovasculares, nos rins e fígado, além de grávidas e crianças, deve tomar ainda mais cuidado ao usar suplementos.
Revisão técnica: Gabriela Mieko Yoshimura, nutricionista esportiva do Espaço Einstein de Reabilitação e Esporte do Hospital Israelita Albert Einstein.