Conheça a história da vacinação e sua importância para a população

6 minutos para ler

A vacinação tem papel essencial na proteção da sociedade há décadas. Sua importância voltou a ganhar destaque após a pandemia da COVID-19 e com o desenvolvimento de uma grande variedade de imunizantes.

Então, que tal conhecer um pouco da história da vacinação e entender como elas agem no organismo? Continue a leitura, veja o histórico do desenvolvimento dos imunizantes, quem os produz e quais serão os avanços esperados nos próximos anos.

Qual é a história da vacinação?

Pesquisas nos mostram que os primeiros conceitos de imunização começaram a ser utilizados na China, no século X. A primeira doença a ganhar uma vacina foi a varíola, e o método utilizado pode ser considerado estranho — se comparado ao que vemos atualmente.

Os chineses da época utilizavam fragmentos das feridas das pessoas contaminadas, os armazenavam em forma de pó e os passavam sobre as erupções de outras pessoas que também estavam contaminadas. Isso estimulava o sistema imunológico e acelerava a recuperação do paciente.

A vacinação como conhecemos, no entanto, só surgiu no século XVIII, mais precisamente, em 1796. O nome do responsável pelo achado foi Edward Jenner, e a doença, novamente, a varíola.

Jenner percebeu, por meio de observação, que as pessoas que lidavam com vacas contaminadas pelo vírus da varíola (na forma bovina) tinham menos reações quando contraíam a doença na forma humana.

A partir disso, desenvolveu uma fórmula utilizando o material do agravo que atingia as vacas e inoculou o conteúdo em uma criança. Ela adoeceu, mas de forma sutil, e não chegou a se contaminar com a forma humana da varíola. Surgiu, então, um dos pilares da Medicina Preventiva dos dias atuais.

Quem produz as vacinas?

Os imunizantes são produzidos por diferentes instituições — de farmacêuticas e empresas privadas a instituições públicas. Confira!

Laboratórios nacionais e internacionais 

Boa parte das vacinas é feita em laboratórios especializados, que contam com profissionais como farmacêuticos, veterinários, biomédicos, médicos, engenheiros químicos, biólogos e vários outros. Eles estão instalados em todo o mundo.

Institutos especializados

Institutos também podem participar desse processo, doando conhecimento e fornecendo a pesquisa aos laboratórios para que, juntos, elaborem imunizantes que podem salvar vidas.

Empresas privadas

As empresas privadas também podem colaborar com parte da pesquisa, do incentivo financeiro a, até mesmo, área de testes clínicos em prol do desenvolvimento rápido e eficaz de vacinas.

Como as vacinas funcionam no organismo?

Antes de explicar o papel das vacinas, é importante entendermos como o organismo reage quando se depara com um agente infeccioso pela primeira vez. Nessa situação, seja o culpado um vírus, bactéria ou qualquer outro microrganismo, é ativada a resposta imunológica primária.

Nela, além do combate, as células de defesa também atuam reconhecendo o agente causador da doença. Elas o investigam, guardam informações e calculam a melhor estratégia para combatê-lo. Caso não consigam conter o avanço do microrganismo, adoecemos.

De qualquer forma, a informação é guardada em nossas células, no processo conhecido como memória celular. Assim, da próxima vez que entramos em contato com o microrganismo, as células de defesa sabem exatamente o que fazer e o combatem muito mais rapidamente.

O objetivo das vacinas é ativar e ensinar o sistema imunológico a combater esses agentes infecciosos antes mesmo que o corpo tenha tido contato com eles. Para isso, usam diferentes tecnológicas.

Uma delas, mais comum, é a do vírus inativado – usada na vacina da gripe, por exemplo. Neste caso, o imunizante carrega o vírus causador da doença em uma forma inativada (incapaz de gerar a infecção). Outra é a do vírus atenuado, no qual o microrganismo não está inativo, mas enfraquecido – também é incapaz de gerar a doença em pessoas saudáveis.

Seja qual for a tecnologia usada no imunizante, nossas células aprendem informações sobre os agentes infecciosos e, caso entrem em contato com o microrganismo dali em diante, sabem como reagir para evitar que a doença progrida.

Quais as vacinas mais aguardadas?

Agora que você já sabe como essas vacinas funcionam, fica a dúvida: quais são os imunizantes mais aguardados no momento? O que podemos esperar? Saiba mais, a seguir!

Dengue

A dengue é uma doença causada por um vírus que, por sua vez, é transmitido aos humanos a partir da picada do mosquito Aedes aegypti. Muitos surtos da doença já aconteceram no Brasil e em outras regiões do mundo, gerando sintomas, por vezes, graves e colocando os pacientes em risco de morte.

A vacina contra a dengue está em processo de desenvolvimento pelo Instituto Butantan, em São Paulo. A técnica envolve o uso de vírus atenuados, que utilizam o microrganismo sem a devida “força” para causar a doença. Assim, há uma resposta imunológica e proteção contra o agente causador do problema.

HIV

Uma das vacinas mais esperadas é contra o vírus HIV, causador da aids. Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada com o uso de uma série de medicamentos que atenuam a ação do vírus no corpo, evitando consequências mais graves.

Como o HIV tem alto potencial de mutação, torna-se difícil elaborar uma vacina contra esse vírus. Apesar disso, há alternativas em curso, sendo uma das mais promissoras a que está sendo produzida e testada pela farmacêutica Moderna.

Gostou de conhecer a história da vacinação e entender mais sobre esse conceito? Esperamos que sim! Afinal, esse tipo de informação é indispensável para os cidadãos, ajudando na construção de uma preocupação com o coletivo e, claro, na prevenção de doenças que podem matar.

Para continuar se informando, acesse os mitos e verdades da vacinação, e fique por dentro de mais detalhes.

Posts relacionados