Você sabe o que é mamografia? Descubra!

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Você sabe o que é mamografia? É um exame não invasivo que busca avaliar as condições do tecido na região das mamas. É por meio das imagens obtidas durante esse procedimento que é possível detectar alterações nas mamas e diagnosticar doenças, como o câncer de mama.

Neste post, o Dr. Antônio Frasson e o Dr. Renato Leme de Moura Ribeiro vão explicar como é feito o exame, para quem ele é indicado, os preparos recomendados e quais são as tecnologias que o Hospital Israelita Albert Einstein tem a oferecer. Acompanhe e saiba mais sobre este assunto!

O que é mamografia?

A mamografia é um dos processos mais usados no Brasil para rastrear o câncer de mama. Ele é feito por meio da compressão das mamas em um aparelho. Isso é feito para diminuir a espessura da glândula mamária, o que contribui para a melhoria da resolução gráfica do exame e para uma menor dose de radiação.

A obtenção das imagens ocorre com o uso de raios X de baixa energia, pois esse espectro é absorvido de diversas maneiras pelos tecidos da mama. Por exemplo, as áreas escuras no resultado da mamografia representam os locais de menor absorção, como camadas lipídicas. Já as imagens brancas apontam uma absorção moderada da radiação, o que acontece nos tecidos glandulares ou regiões onde há a presença de cálcio.

Enquanto isso, os raios que não conseguem ser absorvidos ultrapassam a mama e o receptor de imagem — que pode ser tanto um filme radiográfico quanto um detector digital — é capaz de detectá-los.

Atualmente, para obter um diagnóstico mais preciso, principalmente em quadros de câncer de mama, utiliza-se uma abordagem ainda mais completa, que reúne outros tipos de exame de imagem, como a ultrassonografia e a ressonância magnética mamária. Isso permite uma maior qualidade dos resultados e oferece dados para uma interpretação mais bem-sucedida do caso.

Qual é a diferença entre a mamografia convencional, digital e 3D?

Você sabia que existem 3 tipos diferentes de mamografia? As mais comuns são a analógica (também conhecida como “convencional”) e a digital. A primeira tem um processamento de imagens similar ao da fotografia — ou seja, os resultados precisam ser revelados e fixados por meio de um processo químico. No entanto, nesse caso, existe uma rejeição de até 20% das imagens por conta de erros de processamento.

Já a mamografia digital apresenta uma redução da frequência de rejeição, quando comparada à convencional, justamente por não haver a necessidade do processamento químico das imagens. Além disso, ela pode ser apresentada em um monitor, de modo que a interpretação ocorre de maneira muito mais rápida.

As imagens digitais também podem ser arquivadas nos sistemas de banco de dados do hospital, o que permite um acesso prático e a qualquer momento, sem o risco de perda da qualidade. Essa funcionalidade é muito útil na hora de comparar exames anteriores.

Por fim, há a mamografia 3D — ou tomossíntese mamária —, uma mamografia digital mais moderna. Esse método utiliza uma ampola de raio X basculante com o intuito de capturar imagens de diversos ângulos da mama. Como resultado, é possível ter uma visão tridimensional da região, o que é benéfico para a interpretação do exame e para reduzir o efeito de mascaramento.

Apesar de a tomossíntese ser associada a uma dose extra de radiação, quando comparada às outras versões, os equipamentos modernos já apresentam um recurso de imagem sintetizada que é capaz de anular esse efeito.

O Hospital Israelita Albert Einstein já conta com essa tecnologia para a tomossíntese, assim como usa a mamografia digital para oferecer o que há de mais moderno aos seus pacientes no que diz respeito ao rastreamento do câncer de mama.

Quando a mamografia é indicada?

Esse exame tem como objetivo detectar o câncer de mama em seu estágio pré-clínico, isto é, não palpável e sem sintomas. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia de rastreamento é indicada, pelo menos, uma vez ao ano para mulheres a partir dos seus 40 anos, junto dos demais exames de check-up médico.

Já para pessoas que têm alto risco da doença — fatores como hereditariedade, problemas hormonais, alcoolismo, obesidade, entre outros, são levados em consideração nesse caso —, a recomendação é que ela seja realizada anualmente, porém, a partir dos 30 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau foi diagnosticado com câncer de mama.

Além disso, a mamografia pode ser realizada para avaliar e diagnosticar alguma anormalidade na região. Nesse caso, o exame é recomendado quando há a presença de nódulos na mama, secreção mamilar, pele espessa ou demais achados clínicos.

Quais são os preparos para fazer a mamografia?

No geral, não existe nenhuma preparação específica para realizar a mamografia. O que é recomendado é que não se aplique nenhum cosmético na região das mamas e axilas no dia do exame, tais como desodorante, hidratante, talco, entre outros.

É interessante também realizar esse procedimento fora do ciclo menstrual, principalmente para as pessoas que apresentam muita sensibilidade na região dos seios durante esse período. Outra contraindicação é em relação às pacientes gestantes, por conta da radiação envolvida no exame. Desse modo, cabe ao médico avaliar a situação rigorosamente antes de solicitar a mamografia.

O que é preciso estar atento no dia do exame?

Como a mamografia permite visualizar a condição do tecido mamário, é função do médico avaliar características como:

  • estado das axilas, pele, mamilos e musculatura da região;
  • a presença de massas, distorções da arquitetura mamária, calcificações ou assimetrias;
  • densidade do tecido;
  • adequabilidade do exame, isto é, se a mama está sendo totalmente visualizada na imagem;
  • comparação com resultados anteriores.

Como visto, entender o que é mamografia é crucial para saber como esse exame é feito e a sua importância para o rastreamento e diagnóstico do câncer de mama. Com ele, é possível detectar anormalidades na região, reunir informações necessárias para iniciar o tratamento rapidamente e contribuir com os cuidados da saúde feminina.

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